Queimadas: Amazônia e Pampa lideram no 1º semestre de 2022, diz Monitor do Fogo

    Na Amazônia, o aumento da área queimada foi de 7%, e no Pampa a área destruída cresceu 3.372%

    Foto: Divulgação/Ibama

    Dados do MapBiomas divulgados nesta quinta-feira (18) indicam que os biomas Amazônia e Pampa são os que mais tiveram áreas queimadas de janeiro a julho de 2022. Segundo o Monitor do Fogo, 2,9 milhões de hectares foram consumidos por queimadas.

    Na Amazônia, o fogo atingiu uma área de 1.479.739 hectares, o que representa um aumento de 7%. No Pampa, foram 28.610 hectares queimados, um crescimento de 3.372%.

    O Mato Grosso é o estado com mais áreas destruídas nos sete primeiros meses de 2022 (771.827 hectares), seguido por Tocantins (593.888 hectares) e Roraima (529.404 hectares). Esses três estados representaram 64% da área queimada no período.

    Biomas afetados
    No Cerrado, a área atingida pelo fogo (1.250.373 hectares) foi 9% menor que no mesmo período do ano passado, porém 5% acima do registrado em 2019 e 39% maior que em 2020.

    O mesmo padrão foi identificado na Mata Atlântica, onde houve uma queda de 16% em relação a 2021 (ou 14.281 hectares), porém com um crescimento de 11% em relação a 2019 e 8% na comparação com 2020.

    O Pantanal, por sua vez, apresentou a menor área queimada nos últimos quatro anos (75.999 hectares), com 19% de redução de 2022 para 2021 em relação ao período de janeiro a julho.

    Monitor do Fogo
    A nova versão da plataforma Monitor do Fogo mede a quantidade das áreas de vegetação destruídas pelo fogo.

    Agora, a plataforma passará a fazer uso de imagens do satélite europeu Sentinel 2, que tem duas importantes características para esse tipo de mapeamento: passa a cada cinco dias sobre o mesmo ponto, aumentando a possibilidade de observação de queimadas e incêndios florestais, e tem resolução espacial de 10 metros.

    Isso acrescenta cerca de 20% a mais na área queimada em relação aos dados do MapBiomas Fogo coleção 1, que traz o histórico de fogo anualmente desde 1985. Além disso, essa renovação permite que a partir de agora os dados sejam divulgados mensalmente.