Justiça mantém internado jovem que atacou no Colégio Goyases

    No depoimento que prestou após ter cometido o crime, o autor dos disparos disse que foi motivado por bullying

    Foto: Silvio Túlio / G1

    A juíza ítala Colnaghi, do Juizado da Infância e Juventude de Goiânia, manteve sob regime de internação o menor de 14 anos que, no dia 20 de outubro, atirou contra colegas no Colégio Goyases, localizado no bairro Conjunto Riviera, em Goânia.

    Por envolver um menor de idade, o caso corre sob sigilo. A decisão foi tomada nesta terça-feira (28) durante audiência de instrução e julgamento do caso que resultou na morte de dois jovens, além de ferir outros quatro. Filho de policiais militares, o jovem terá de cumprir medidas socioeducativas, além de receber acompanhamento psiquiátrico e de ser avaliado periodicamente.

    No depoimento que prestou após ter cometido o crime, o autor dos disparos disse que foi motivado por bullying e que se inspirou nos casos da escola de Columbine (ocorrido em 1999, nos Estados Unidos), e de Realengo (em 2011, no Rio de Janeiro). Todas as vítimas tinham 13 anos de idade. Segundo o autor dos disparos, um dos dois jovens mortos era quem praticava o bullying contra ele. O outro era um amigo.

    O ataque ocorreu por volta das 11h30. A arma usada foi uma pistola que pertencia à mãe do adolescente, que é policial militar. O jovem disse que achou o revólver escondido em um móvel da casa. Nem a mãe e nem o pai, que também é PM, ensinaram o adolescente a atirar.