Sindicato teme ‘reflexo na geração de empregos’ com aumento dos combustíveis

    'Fim da desoneração vai provocar uma retração no mercado de revenda de combustíveis', afirmou o presidente do Sindicombustíveis-BA

    Foto: Sindicombustíveis
    Foto: Sindicombustíveis

     

    Por meio de um comunicado enviado à imprensa nesta segunda-feira (27), o Sindicato do Comércio de Combustíveis, Energias Alternativas e Lojas de Conveniências do Estado da Bahia (Sindicombustíveis-BA) lamentou a possibilidade do aumento nos preços da gasolina, do etanol e do Gás Natural Veicular (GNV), a partir do dia 1º de março (quarta-feira).

    Os reajustes devem acontecer em razão do fim do prazo previsto na Medida Provisória 1.157/2023, que prorrogou a desoneração dos tributos federais destes combustíveis, prevista na Lei complementar nº 194 de 2022. Ao tomar posse em 1º de janeiro, o presidente Lula (PT) prorrogou a validade da medida até 28 de fevereiro, esta terça-feira.

    Conforme o Sindicombustíveis, no caso da gasolina C, haverá acréscimo de R$ 0,69 no PIS/COFINS. No etanol, o impacto do aumento tributário será de R$ 0,24 e no GNV, o aumento médio será de aproximadamente R$ 0,38.

    Para o presidente do Sindicombustíveis Bahia, Walter Tannus Freitas, “o fim da desoneração da gasolina, do etanol e do GNV, além de trazer um alta nos índices inflacionário, vai provocar uma retração no mercado de revenda de combustíveis, com reflexo direto na geração de empregos”.

    Lula se reúne nesta segunda-feira (27) com o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), para discutir a desoneração de impostos federais sobre combustíveis. Conforme a CNN Brasil, o encontro está previsto para às 18h.