Frase da vez
“Eles mergulharam na corrupção, como nos dias de Gibeá. Deus se lembrará de sua iniquidade e os castigará por seus pecados”
Oséias – 9:9, versículo bíblico, dedicado a Eduardo Cunha, que é evangélico.

Já notou que 100% dos políticos acusados na Lava Jato têm uma resposta padrão quando o nome é estampado?
— Confio na justiça e vou provar minha inocência.
Óbvio que entre eles há inocentes, pelo menos, das acusações específicas, mas como a saída virou regra e a justiça não manda para a cadeia ninguém com mandato, a punição já está dada na forma da condenação da opinião pública: é culpado e ponto.
Mas, convenhamos. Se houvesse uma eleição para cara de pau, Eduardo Cunha seria imbatível. Contra todas as evidências e provas levantadas pelos ministérios Públicos do Brasil e da Suíça, ainda estava jurando inocência.
Talvez com isso ele preste um serviço à nação, dando um exemplo cabal de como os seus congêneres acusados na Lava Jato são PhD na arte de (tentar) dissimular.
Que o caminho de Cunha era Curitiba, ninguém duvida. Ele se atirou em guerra aberta contra o poder central e protagonizou o impeachment de Dilma, bem ao seu estilo, sempre no ataque.
Enquanto estava no mandato, todo poderoso, impunidade. Cassado, entrou em desgraça. Mas convém indagar: e os acusados que detém mandatos, como ficam? Nos seus mandatos, ao que parece.
A Lava Jato tem esse calcanhar de Aquiles. Cadeia só para empresários e políticos sem mandatos. Os demais continuam lá, nos ‘representando’.
Como dizia o poeta, é triste, mas existe.
Antes tarde
Logo após o afastamento de Dilma da presidência, Eduardo Cunha postou um comentário no Twitter:
Boa tarde a todos. Apenas uma frase: antes tarde do que nunca.
Agora, chegou a hora de darmos a recíproca aqui da tribuna do bahia.ba:
Bom dia a todos. Apenas uma frase: antes tarde do que nunca.
No ataque
Eduardo Cunha marcou sua trajetória cravando duas marcas indeléveis, a competência (sempre usou a genialidade em benefício próprio, jamais a serviço do bem comum) e a disposição de sempre ir ao ataque.
Coleciona denúncias e inimigos desde que estreou na vida pública da Telecomunicações do Estado do Rio (Telerj), no governo Fernando Collor. Em 2002, elegeu-se deputado federal. Quando chegou à Presidência da Câmara, no início do ano passado, tinha 54 processos contra jornalistas.
Ironicamente, se estrepou pela autossuficiência (leia-se arrogância). Na CPI da Petrobras, ninguém o convocou. Ele se ofereceu. Achou que, com o depoimento adocicado que deu lá, ganharia o atestado de ficha-limpa. A Lava Jato achou as contas na Suíça e o circo desabou. Dizem que o Congresso é uma casa de muitos mentirosos, mas não tolera mentiras. Ele mentiu.
Acuado, tentou barganhar a impunidade com Dilma, perdeu. Foi ao ataque.
Acelerou o impeachment na esperança de pongar na impopularidade de Dilma e sair como herói. Acabou cassado.
Que Cunha iria parar em Curitiba, todo mundo sabia que era questão de tempo. Resta saber quem ele vai atacar agora. Começou por Sérgio Moro. Não cola.
Ele vai delatar ou não vai? Alguns apostam que ele não tem saída.
Se sim, vai abalar a República;
Engordando o cofre
ACM Neto vai fechar 2016 com o cofre da Prefeitura de Salvador mais gordo. Vendeu o terreno do município, na Avenida Tancredo Neves, junto do Barbacoa (onde funciona um estacionamento) por R$ 13 milhões à vista, à empresa Capital de Investimentos, de São Caetano do Sul, dirigida pelo empresário Michael Klein.
Klein é dono das Casas Bahia. Em agosto, ganhou o noticiário ao comprar a Global Avition, que congrega a Global Táxi Aéreo, Pássaro Azul e Reali Táxi Aéreo, por R$ 38 milhões.
A Cinquentinha de Isidório
O deputado Sargento Isidório (PDT) doou para os funcionários da Assembleia a moto Cinquentinha, além de um micro-ondas, que serão sorteados pelo sindicato.
E prometeu falar com Marcelo Nilo, presidente da Casa, para no próximo ano fazer uma doação mais robusta.
Cometeu um ato falho. A eleição para a presidência é em fevereiro. Como falou, já disse que Marcelo será o presidente.
Boi no chão
A deputada Ivana Bastos (PSD) estava ontem na Assembleia brincando com um conhecido dizendo que a gênese da polêmica da vaquejada começou em Guanambi, terra dela.
— Foi lá que derrubamos o boi.
O boi em apreço é o ex-governador Nilo Coelho, também chamado de ‘Nilo Boi’.
Breu em Terra Nova
O prefeito de Terra Nova, Hélio Vinhas (PP), perdeu a eleição (para Neide de Paizinho, do PDT) e também a vergonha.
A Coelba cortou a luz da prefeitura, do mercado municipal e de um posto de saúde, obviamente, por falta de pagamento.
De quebra, os funcionários estão há dois meses com salários atrasados.
A religação foi feita ontem à tarde. Mas é o tipo da coisa que não era para ter acontecido.
Lé com cré
Vale lembrar: Hélio Vinhas, ex-presidente da Câmara, assumiu a gestão após a Justiça Eleitoral cassar a chapa do ex-prefeito Francisco Hélio (PMDB), o Jajá.
A emenda foi igual ao soneto, pelo visto.
Alento para os IFs
A senadora Lídice da Mata (PSB-BA) conseguiu aprovação, junto à Comissão Senado do Futuro (CSF), de emenda no valor de R$ 540 milhões para expansão e reestruturação das Instituições Federais de Educação Profissional e Tecnológica.
Fala Lídice: “Com estes recursos, será possível implantar novas unidades e modernizar a infraestrutura das unidades já existentes”. A emenda foi apresentada por ela e pelos senadores Cristovam Buarque (PPS-DF) e Paulo Paim (PT-RS). Ainda seguirá para análise da Comissão de Orçamento.
E para a Codevasf
Já a Comissão de Meio Ambiente aprovou emenda de R$ 300 milhões destinados à Codevasf, tudo para investimento na revitalização do Rio São Francisco.
A Codevasf, como os IFs, espera ver acontecer.

