O líder do governo na Câmara Municipal de Salvador, Kiki Bispo (União Brasil), voltou a criticar a gestão feita por Jerônimo Rodrigues (PT) à frente do Governo da Bahia. Em entrevista nesta quinta-feira (23), o vereador voltou a afirmar que a atual gestão estadual tem se destacado mais por anúncios do que pela execução de obras.
“Percebo que o próprio governador Jerônimo Rodrigues tem se notabilizado na Bahia não pelos feitos que tem realizado em nosso estado, mas pelas promessas, pela ordem de serviço, pela assinatura dos papéis que não têm valido nada na gestão dele. São dados, são números. Vou encaminhar para os dois, para quem sabe eles possam mudar de ideia”, disse o edil durante a entrega do segundo Cras Modelo de Salvador em Narandiba.
A fala de Kiki Bispo ocorre após o líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), Rosemberg Pinto (PT), e a vereadora Marta Rodrigues (PT), saírem em defesa de Jerônimo Rodrigues diante das críticas da oposição.
“Eu vou mandar os dados dos números que foram divulgados ontem em rede nacional, onde aponta que, das 99 promessas do governador Jerônimo Rodrigues, ele só conseguiu executar 36. Não sou eu que estou dizendo, são os dados, são os números que estão falando”, destacou.
Kiki Bispo também avaliou a convenção realizada pelo União Brasil no Centro de Convenções de Salvador. Para ele, o evento representa um marco para o grupo político liderado pelo ex-prefeito ACM Neto.
“Foi uma convenção espetacular, histórica. O povo da Bahia estava representado ontem no Centro de Convenções. Temos percebido um movimento de mudança cada vez mais constante, com prefeitos, ex-prefeitos e lideranças da capital e do interior aderindo ao nosso projeto”, afirmou.
“No final, o que vai prevalecer é o sentimento do povo. É o povo que vai decidir, e o povo está cansado. São inúmeras promessas que não saem do papel. O sentimento é um só: mudar os destinos para que possamos ter um governo à altura do nosso povo e da nossa gente”, disse.
Questionado sobre a expectativa para o segundo semestre na Câmara Municipal de Salvador, o vereador pontuou que a prioridade será concluir a votação de matérias que ficaram pendentes.
“Nós vamos voltar dia 3 de agosto do recesso. Temos uma pauta que ficou suspensa no final das votações de junho e acredito que essa será a primeira discussão entre os líderes. Vamos ter claramente dois meses de campanhas políticas, uma agenda reduzida, mas penso que vamos manter o mínimo de produtividade para que a cidade não fique prejudicada”, concluiu.

