Flávio Bolsonaro recusa segurança da PF e cita risco de infiltração

    Pré-candidato à Presidência afirmou que agentes poderiam ser colocados em sua campanha com outra finalidade

    Foto: Neison Cerqueira / bahia.ba

    O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou que não pretende contar com o esquema de segurança oferecido pela Polícia Federal durante o período eleitoral. A decisão foi justificada pelo parlamentar nas redes sociais neste domingo (19).

    Segundo Flávio, existe o risco de que agentes designados para sua proteção sejam utilizados com outra finalidade dentro de sua campanha. “Não vou correr o risco de ele próprio infiltrar pessoas na minha campanha”, publicou.

    O senador também relacionou a recusa à alegação da Polícia Federal de que enfrenta limitações de efetivo. A corporação teria apontado dificuldades relacionadas ao atraso na análise de materiais de investigações sobre descontos indevidos em benefícios previdenciários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

    “Peço que os servidores da PF que estariam à minha disposição sejam destinados, imediatamente, para a investigação do roubo dos aposentados do INSS”, afirmou.

    PF terá R$ 95 milhões para segurança de candidatos

    O esquema de segurança da Polícia Federal para as eleições contará com R$ 95 milhões em recursos e poderá mobilizar até 458 agentes para atender simultaneamente até 10 candidaturas.

    As equipes responsáveis pela proteção dos candidatos serão formadas por delegados, agentes e escrivães especializados na segurança de autoridades.

    De acordo com a Diretoria de Proteção à Pessoa da PF, mais de 600 profissionais foram capacitados entre 2025 e 2026 para atuar na segurança de candidatos durante o processo eleitoral. Desse total, até 458 servidores poderão ser recrutados para a operação.