Após operação da PF contra Jaques Wagner, Flávio Bolsonaro defende CPMI do Banco Master

    Senador do PL afirma que envolvimento do PT no caso 'não tem como esconder'

    Foto: Neison Cerqueira / bahia.ba

    O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), reagiu, através das redes sociais, à nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades relacionadas a Daniel Vorcaro e o Banco Master. 

    Nessa etapa da ação, a Polícia Federal (PF) cumpre mandados na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal. Entre os alvos da operação estão o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado, e o empresário  Augusto Ferreira Lima, dono do Banco Pleno e ex-sócio de Daniel Vorcaro. 

    Em seu perfil no X (antigo Twitter), Flávio disse que “não tem como esconder” o envolvimento do PT, partido de Wagner, com o caso do Master e cobrou a abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Congresso Nacional para investigar as irregularidades envolvendo a instituição financeira. 

    “Escândalo envolvendo o PT é como a incompetência do governo Lula: não tem como esconder. CPMI do Banco Master já!”, escreveu o senador. 

     


    Flávio e o Master

    O senador Flávio Bolsonaro também está envolvido em uma polêmica envolvendo o Banco Master. Em maio, o site The Intercept Brasil divulgou documentos e áudios em que o parlamentar pediu e negociou quantias milionárias com Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, uma homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio.

    De acordo com a reportagem, os pagamentos teriam sido feitos entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações financeiras, que somavam aproximadamente R$ 61 milhões. 

    Flávio tem defendido que o apoio seria um patrocínio privado, sem uso de dinheiro público, e negou qualquer irregularidade.