Nova droga preocupa e aumenta concentração de dependentes na Vasco da Gama, diz prefeito

    Bruno Reis também declarou que a gestão municipal tem buscado articulação com as forças de segurança para realizar operações na área

    Foto: Daniel Serrano/bahia.ba

    O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), comentou a situação das pessoas que vivem em situação de rua na Avenida Vasco da Gama durante o lançamento da Lei do Programa Vida Nova, realizado no bairro do Comércio.

    Na ocasião, o gestor municipal fez um alerta sobre a circulação de uma nova droga sintética, semelhante ao crack, que, segundo ele, tem atraído um grande número de dependentes químicos para a região.

    “Ali na Vasco da Gama, a gente aproveita para chamar a atenção das autoridades. Também é um problema de polícia. Então, nós estamos aprovando na Câmara uma medida para impedir, no entorno de vias, o descarte de material reciclados. Porque em muitos casos nós sabemos que estão sendo trocados por drogas. Infelizmente, existe uma droga nova, o K9, que é o crack [sic] sintético, que é muito mais barato e que tem atraído naquela região milhares de pessoas que estão em situação de rua, mas são dependentes de substâncias psicoativas e que não conseguem mais discernir para aceitar o nosso acolhimento”, afirmou o gestor.

    Apesar do prefeito afirmar que o K9 seria uma espécie de “crack sintético”, o bahia.ba apurou que a droga é, na verdade, um canabinoide sintético também conhecido popularmente como “droga zumbi”. Com potencial destrutivo, ele chega a ser 100 vezes mais forte que o THC, principal composto psicoativo da maconha.

    Bruno Reis também declarou que a gestão municipal tem buscado articulação com as forças de segurança para realizar operações na área, aliadas a ações sociais voltadas ao acolhimento dessas pessoas.

    “E, a partir do trabalho social que a gente vem fazendo, levar essas pessoas para o acolhimento. Este programa aqui é para famílias de vulnerabilidade social. As pessoas mais pobres da cidade, que não recebem benefícios do poder público ou os programas sociais de quais fazem parte são insuficientes para melhorar a sua vida, para dar condições dignas, para dar a condição necessária para que a pessoa possa garantir seu sustento, criar sua família, se desenvolver através da profissionalização depois do ingresso no mercado de trabalho”, declarou.

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