O Afropunk Brasil, realizado pela IDW Company, retorna em 2026 reafirmando sua proposta de levar a música negra contemporânea para diferentes cidades do país, ampliando conexões entre artistas, territórios e públicos.
A expansão foi apresentada nesta terça-feira (14), durante o IDW Movimenta, summit realizado na Casa de Francisca, no centro de São Paulo, em um encontro fechado para convidados e profissionais da indústria criativa.
Na ocasião, as sócias da IDW Company, Ana Amélia Nunes e Potyra Lavor, revelaram as cidades que receberão o festival, além dos primeiros nomes confirmados para a edição de Salvador.
A jornada começa no dia 27 de junho, no Terreirão do Samba, no Rio de Janeiro, com uma edição do Afropunk Experience.
Em seguida, o evento passa por Recife, no dia 12 de setembro, na UFPE, também no formato Experience, e retorna a Salvador nos dias 7 e 8 de novembro, no Parque de Exposições, que recebe a edição principal do festival.
É nesse contexto que chega a primeira leva de nomes confirmados. Entre eles, Jorja Smith ganha destaque como uma das principais vozes do R&B contemporâneo. A artista britânica construiu uma trajetória sólida com músicas que transitam entre soul e outras influências da música negra global. Seu retorno ao Brasil acontece em um momento de maturidade artística, reforçando o olhar internacional do festival.
Ao lado dela, o line-up estabelece um diálogo entre diferentes momentos da música brasileira. Gilberto Gil representa o elo entre passado e presente, chegando ao festival após o encerramento da turnê “Tempo Rei”, que celebrou mais de 60 anos de carreira. Já Emicida reforça seu papel como uma das vozes mais relevantes do rap nacional, com o recente Emicida Racional Vol. 2 – Mesmas Cores & Mesmos Valores (2025).
A curadoria também destaca a força das sonoridades regionais. Gaby Amarantos chega com a energia do projeto Rock Doido (2025), levando ao palco uma performance marcada por referências ao tecnobrega, estética pop e elementos da cultura paraense.
Em paralelo, Lazzo Matumbi surge como uma das vozes fundacionais da música negra baiana, com uma obra que atravessa o samba-reggae e se estabelece como ponte entre tradição, espiritualidade e identidade cultural.
Apontando para novos caminhos da cena, NandaTsunami aparece como um dos nomes da nova geração. Com o álbum de estreia É Disso Que Eu Me Alimento (2025), a artista mistura rap, funk e moda, construindo uma performance que dialoga com estética, atitude e narrativa.
O Afropunk Brasil ocupa hoje um lugar central entre os maiores festivais de música do país. Em 2025, a plataforma — que passou por São Luís, Rio de Janeiro e Salvador — reuniu mais de 75 mil pessoas e impactou mais de 12 milhões, demonstrando que a experiência vai além dos palcos. O evento também se manifesta na forma como o público ocupa o espaço, criando uma vivência coletiva e artística.
O movimento aponta ainda para um crescimento contínuo. Para 2027, estão previstas edições em Fortaleza, Belo Horizonte e Salvador. Já em 2028, o circuito deve passar por Brasília, Porto Alegre e novamente Salvador.

