VÍDEO: Mulher arrastada por enxurrada em Vitória da Conquista segue desaparecida

    Buscas por Rosania Silva Borges, 46 anos, continuam após temporal de 30 mm

    Fotos: Reprodução/Redes sociais

    Equipes do Corpo de Bombeiros e mergulhadores realizam buscas, nesta terça-feira (10), por Rosania Silva Borges, de 46 anos, que desapareceu após ser arrastada por uma enxurrada durante o temporal que atingiu o município na tarde de segunda-feira (9). A vítima estava em um veículo de aplicativo que foi levado pela força da água na Avenida Caracas.

    De acordo com o registro da ocorrência, Rosania e o motorista conseguiram sair do carro antes de o veículo cair em um canal, mas apenas o condutor alcançou um local seguro. O automóvel foi localizado posteriormente em uma área de difícil acesso. A cidade registrou um acumulado de 30 mm em apenas duas horas, com pontos isolados chegando a 62 mm, como no bairro Recreio.

    A Defesa Civil do município reiterou que o temporal foi inesperado e que não havia alertas meteorológicos vigentes para o período. O Comitê de Gerenciamento de Crise segue monitorando os danos causados pela chuva, que também ampliou crateras em vias públicas, como na Rua Lourival Cairo.

    Veja vídeo do momento

     

    O que diz a prefeitura de Conquista

    Em entrevista ao Jornal da Manhã, da TV Bahia, o secretário de Infraestrutura de Vitória da Conquista, Jackson Yoshiura, afirmou que a gestão municipal busca soluções definitivas para o escoamento pluvial na região conhecida como “gancho”, trecho onde o incidente ocorreu.

    Segundo o secretário, a prefeitura cadastrou, em outubro de 2025, um projeto de drenagem no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal. A proposta está em “fase suspensiva” no Ministério das Cidades, etapa que envolve a entrega de documentação burocrática para a liberação de recursos.

    “A ideia é aumentar a captação nesse trecho para diminuir os pontos de alagamento na Avenida Caracas. A solução definitiva da ampliação da rede resolveria a necessidade do fechamento do canal”, afirmou Yoshiura.

    Sobre as críticas da população quanto à ausência de grades de proteção ou o fechamento do canal, o secretário argumentou que a instalação de gradis poderia agravar o problema. “Se colocarmos um gradil, acabamos acumulando lixo, o que pode aumentar o alagamento”, disse.

    Yoshiura informou ainda que a via onde ocorreu o acidente está sendo totalmente isolada para avaliação de medidas emergenciais. Uma ordem de serviço de R$ 6 milhões, assinada em janeiro, contempla outros canais da cidade, mas não abrange especificamente o trecho da Avenida Caracas. 

    Segundo o secretário, projetos similares estão sendo adotados na Avenida Brumado e no bairro Vila Serrana, que apresentam problemas de drenagem parecidos.