Tecnologia é ‘essencial’ para os serviços públicos, diz coordenador da Saeb

    Igor Takenami explica transição do governo digital para o governo agêntico durante evento do Dia do Gestor Público

    Foto: Divulgação

     

    O coordenador executivo de Transformação Digital da Secretaria de Administração do Estado da Bahia (Saeb), Igor Takenami, destacou a importância do uso estratégico da tecnologia para aprimorar o serviço público durante o Dia do Gestor Público – edição 2025, realizado nesta segunda-feira (1º), cujo tema foi “Do Intuito ao Insight: o poder dos dados na gestão pública”.

    “É importante deixar claro que tecnologia pela tecnologia não resolve os problemas. É preciso saber como utilizá-la de fato para impactar a vida dos cidadãos. Já vivemos um movimento chamado transformação digital, que vem mudando a vida de todos, e também a do próprio governo”, afirmou Takenami ao bahia.ba.

    Segundo ele, o governo precisa estar inserido no ambiente digital e construir uma gestão capaz de implementar políticas públicas dentro desse ecossistema virtual.
    “Assim como usamos aplicativos para nos deslocar pelas cidades ou pedir comida, o governo precisa estar adaptado e oferecer serviços digitais em plataformas seguras, práticas e que agreguem valor ao cidadão. É dessa forma que a tecnologia transforma vidas e gera impacto no cotidiano de todos nós”, acrescentou.

    Transição do governo digital para o governo agêntico

    Uma das metas do governo estadual é avançar para o modelo de governo agêntico. No momento, a administração está consolidando o estágio do governo digital. Igor Takenami detalhou como essa transição vem sendo conduzida.

    “Hoje vivemos o que costumo chamar de sociedade digital do século XXI, um ambiente extremamente rico, que oferece inúmeras facilidades. Quando o governo entra nesse espaço digital, evoluímos do chamado governo eletrônico para o governo digital. Enquanto o governo eletrônico se preocupava em disponibilizar informações e serviços na internet, o governo digital busca simplificar e agregar valor, para que os serviços sejam cada vez mais úteis ao cidadão”, contextualizou.

    Ainda de acordo com Takenami, o próximo passo será aproveitar tecnologias emergentes, como a inteligência artificial, para criar soluções que beneficiem diretamente a população.

    “É aí que surge o conceito de governo agêntico, baseado no uso da IA agêntica, uma inteligência artificial que não atua apenas de forma reativa, mas que monitora políticas públicas, acompanha situações e, a partir disso, toma decisões e age. O governo se torna muito mais preditivo e proativo, atendendo às demandas mesmo antes que o cidadão precise solicitá-las”, explicou.

    Ele projeta que essa maturidade será alcançada nos próximos anos.

    “Acredito que alcançaremos essa evolução na próxima década. Daqui a 10 anos, assim como hoje falamos em governo digital, estaremos falando em governo agêntico, sustentado pelo uso massivo de inteligência artificial agêntica e dados. Um governo mais eficiente, capaz de entregar valor ao cidadão sem que ele precise entrar em contato, ou, quando algo estiver acontecendo, o governo já terá uma ação pronta para resolver o problema”, concluiu.