Pesquisa Quaest aponta Jair Bolsonaro impopular nas eleições de 2026

    Maioria dos eleitores aponta que o ex-presidente não deveria se colocar como candidato a presidência

    Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

    Ainda colocado como o nome da direita nas eleições de 2026, mesmo estando inelegível até 2060, a maioria dos brasileiros acredita que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deveria indicar uma pessoa para disputar as eleições de 2026. O levantamento foi feito pelo instituo Genial/Quaest, divulgada na manhã desta quinta-feira (9).  

    Segundo a pesquisa, 76% dos eleitores apontam que Bolsonaro deveria renunciar à candidatura e apoiar um nome para as eleições presidenciais. Essa opção tem se popularizado rapidamente entre os eleitores, visto que o primeiro registro em maio. Enquanto isso, 18% do eleitorado defende que Bolsonaro permaneça como candidato.  

    A pesquisa mostra ainda que, só nos últimos seis meses, a opção por um substituto cresceu 11 pontos, enquanto o apoio a manutenção a candidatura de Bolsonaro caiu 8 pontos.  

    Entre os nomes favoritos para substituir o ex-presidente estão o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD). O senador e ex-ministro de Bolsonaro, Ciro Nogueira (PP), chegou a afirmar que esses eram os nomes favoritos do ex-presidente também.  

    Ainda estão na disputa o Governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil) e o de Minhas Gerais (Romeu Zema). A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre os dias 2 e 5 de outubro, com margem de erro de 2 pontos percentuais.  

    Anistia não

    A mesma pesquisa apontou que 47% dos entrevistados não contra o projeto de anistia, especialmente para o ex-presidente, que foi condenado a 27 anos e três e meses de prisão, acusado de liderar uma organização criminosa, que tramou para aplicar um golpe de Estado. Outros 35% são a favor de se anistiar todos os acusados.

    Em comparação ao mês anterior, os contrários a anistia aumentaram 6 pontos percentuais, enquanto os que se dizem a favor oscilou para baixo, marcando uma queda de um ponto percentual. A pesquisa tem 95% de confiabilidade.