Em nova sanção, EUA cancelam vistos de autoridades brasileiras ligadas ao Mais Médicos

    A medida foi anunciada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, através do X

    Foto: Ricardo Stuckert/PR e Reprodução/White House

    Foto: Ricardo Stuckert/PR e Reprodução/White House

     

    Em comunicado divulgado nesta quarta-feira (13), o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou a revogação dos vistos e imposição das restrições a funcionários do governo brasileiro em razão do programa Mais Médicos.

    Os profissionais atingidos com a medida foram Mozart Júlio Tabosa Sales (atual Secretário de Atenção Especializada à Saúde) e Alberto Kleiman (atual coordenador-geral para COP30 da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) e seus familiares. Ambos trabalharam no Ministério da Saúde e participaram do planejamento e da implementação do programa no Brasil, em 2013.

    O anúncio foi feito através da sua conta oficial no X, antigo Twitter. No post, Marco Rubio afirmou que o programa Mais Médicos, do governo brasileiro, “foi um golpe diplomático inconcebível de ‘médicos’ estrangeiros”.

    “O Departamento de Estado também está tomando medidas para revogar vistos e impor restrições de visto a vários funcionários do governo brasileiro e ex-funcionários da OPAS, cúmplices do esquema de exportação de trabalho forçado do regime cubano. O Mais Médicos foi um golpe diplomático inconcebível de ‘médicos’ estrangeiros”, escreveu.

    Veja a publicação

    Mais Médicos

    Criado pelo governo da presidente Dilma Rousself (PT), em 2013, o programa importou médicos cubanos via OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde: OPAS/OMS).

    Alexandre Padilha, atual ministro da Saúde no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), era o titular da pasta na época.

    Na ocasião, o Mais Médicos foi criticado como esquema de trabalho forçado. Nessa condição, o governo de Cuba ficava com a maior parte do pagamento, explorando os profissionais.