Trump promove jantar para discutir divulgação de informações sobre caso Epstein

    Reunião na casa do vice-presidente JD Vance debate impacto político da liberação

    Foto: White House Archived

    Altos membros do governo Trump se reúnem nesta quarta-feira (6), na residência do vice-presidente JD Vance, para discutir a possível divulgação da gravação e transcrição da recente conversa entre o vice-procurador-geral Todd Blanche e Ghislaine Maxwell, cúmplice de Jeffrey Epstein.

    Segundo informações da CNN, o foco do jantar será o tratamento do caso Epstein pela administração e a construção de uma resposta unificada. Participam do encontro a chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, a procuradora-geral Pam Bondi, o diretor do FBI, Kash Patel, e o próprio Blanche. Esses nomes lideram a estratégia do governo sobre os arquivos ligados a Epstein.

    A reunião ocorre enquanto o governo avalia tornar pública a entrevista feita com Maxwell no mês passado. Segundo dois funcionários, a liberação pode ocorrer ainda nesta semana.

    Há também discussões preliminares sobre Blanche dar uma entrevista ou participar de um podcast de grande alcance, como o de Joe Rogan, que tem criticado a postura do governo no caso e defende mais transparência.

    O Departamento de Justiça digitaliza e edita o material da entrevista — mais de 10 horas de áudio — e avalia como lidar com trechos sensíveis, como nomes de vítimas.

    Dentro da Casa Branca, parte dos assessores acredita que o caso Epstein já perdeu força na opinião pública, e teme reacender a controvérsia. Outros defendem a divulgação como forma de responder à pressão crescente da base republicana por mais transparência.

    Na terça (5), Trump defendeu Blanche, dizendo que ele buscava garantir que pessoas inocentes não fossem prejudicadas. O presidente também afirmou que gostaria de liberar todos os arquivos, mas com cautela.

    Blanche entrevistou Maxwell por dois dias em Tallahassee, na Flórida. Condenada a 20 anos por aliciar e abusar de menores com Epstein, Maxwell segue apelando da sentença e recentemente foi transferida para uma prisão de segurança mais branda no Texas.

    Apesar das pressões, Trump declarou que não discute clemência para Maxwell — embora tenha deixado a possibilidade em aberto em entrevistas recentes.