Baptista Júnior recua sobre presença de Anderson Torres em reuniões

    Ex-comandante da Aeronáutica diz ao STF que não tem certeza se ex-ministro participou de encontros sobre GLO e minuta golpista

    Foto: Reprodução/TV Câmara

    O ex-comandante da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista Júnior, afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não tem certeza da presença do ex-ministro da Justiça Anderson Torres em reuniões nas quais foram discutidos temas como a minuta do golpe e o uso da Garantia da Lei e da Ordem (GLO). A fala corrige parte de seu depoimento anterior à Polícia Federal.

    Baptista Júnior foi ouvido nesta quarta-feira (21) na ação penal que investiga uma suposta trama golpista envolvendo Jair Bolsonaro e aliados. Ele confirmou a existência de encontros nos quais o então presidente consultou os comandantes militares sobre uma possível intervenção para impedir a posse de Lula em 2023, mas ressaltou que apenas sugeriu o nome de Torres — sem garantir sua presença.

    O ex-comandante disse ter participado de pelo menos cinco reuniões no Palácio da Alvorada entre novembro e dezembro de 2022, sempre acompanhado de outros militares e autoridades. Em seu relato, destacou que a discussão sobre a GLO causou desconforto entre os comandantes a partir do momento em que seus objetivos ficaram pouco claros.

    Baptista também contradisse o general Freire Gomes e confirmou que o então comandante do Exército chegou a afirmar que prenderia Bolsonaro caso o plano golpista fosse adiante.