Relatório final da PF sobre golpe de Estado apresenta conclusão com indícios parciais

    Outros pontos das 884 páginas do relatório faz afirmações categóricas com base em indícios parciais e passíveis de maior questionamento.

    Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Apesar de o inquérito da Operação Contragolpe da PF (Polícia Federal) trazer fortes elementos de vinculação de Jair Bolsonaro (PL) com a chamada minuta do golpe, outros pontos das 884 páginas do relatório faz afirmações categóricas com base em indícios parciais e passíveis de maior questionamento.

    De acordo com a Folha de São Paulo, reforçado por ações e declarações de Bolsonaro e dos próprios indiciados, o relatório aponta para uma inequívoca trama golpista no final de 2022.

    Apesar de a PF listar diversas conclusões no documento, algumas ainda carecem de elementos substanciais. Segundo a reportagem, uma delas é a de que Bolsonaro sabia do plano para matar Lula (PT), Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

    Sobre essa questão, não há outro elemento no relatório confirmando que o documento tenha sido discutido. Assim que soube do conteúdo do relatório, o ex-presidente negou ciência do plano de assassinato.