A taxa básica de juros (Selic) da economia brasileira deve manter trajetória de alta até, pelo menos, julho de 2025, é o que indicam projeções feitas por economistas no Sistema Expectativas de Mercado, que embasa o Focus, e divulgadas nesta segunda-feira (23). A expectativa é que os juros subam mais um ponto porcentual, a 11,75% no fim do ciclo.
Segundo matéria do Estadão, está é a primeira atualização nas estimativas desde a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) definida na última quarta-feira (18). Naquele dia, o colegiado decidiu por aumento na Selic em 0,25 ponto porcentual, de 10,50% para 10,75%, e informou que o seu balanço de riscos para a inflação está assimétrico para cima.
As medianas do sistema apontam para um aperto monetário maior por parte do Copom, que se reune para uma próxima deliberação no dia 6 de novembro, com aumentos de juros esperados de cerca de 0,5 ponto percentual, a 11,25%. Nas duas reuniões subsequentes, de 11 de dezembro e 29 de janeiro, as estimativas indicam apertos de 0,25 ponto, a 11,50% e 11,75%, respectivamente.
Com isso, a Selic permaneceria imovel neste nível até a quinta reunião de 2025, marcada para 30 de julho, quando o comitê cortaria os juros em 0,25 ponto. Apenas a partir desse ponto são esperados cortes subsequentes, com 0,25 ponto em 17 de setembro (11,25%) e 5 de novembro (11,0%), seguidos por uma última baixa de 0,5 ponto em 10 de dezembro, a 10,5%.
Considerando apenas as projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, teoricamente mais sensíveis à decisão do Copom, a trajetória da Selic seria mais íngreme. As medianas sugerem altas de 0,5 ponto em novembro e dezembro deste ano, o que levaria a taxa a 11,75% no fim de 2024. Um último aumento, de 0,25 ponto, levaria os juros a 12,0% em janeiro.

