PL Mulher proíbe coligações com partidos de esquerda e diz que ‘razões são óbvias’

    Ala do PL é comandada por Michelle Bolsonaro

    Foto: Isac Nóbrega/PR

    Em nota divulgada nesta quarta-feira (31), o PL Mulher, ala do Partido Liberal comandada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, afirmou que está proibida a coligação com partidos de esquerda nas eleições de outubro. De acordo com o comunicado, a orientação segue uma decisão do PL nacional.

    “As razões para essa decisão são óbvias. Para exemplificar, basta ver o que está acontecendo na Venezuela e quais partidos brasileiros estão se manifestando favoráveis àquele regime ditatorial. Não queremos que o Brasil tenha esse mesmo destino!”, diz o comunicado.

    Ainda de acordo com a nota, quem identificar coligação irregular, que descumpra a orientação, deve fazer uma denúncia ao partido até 15 de agosto. Isso “considerando a dificuldade de se saber tudo o que acontece nos 5.568 municípios do país e visando viabilizar a execução da decisão de proibição”. As denúncias serão analisadas pelas esferas da estrutura partidária para que medidas cabíveis sejam adotadas.

    Na semana passada, o presidente do PL da Bahia, o ex-ministro João Roma, também afirmou afirmou por meio de um comunicado que pode destituir os diretórios municipais que selarem alianças com o PT e partidos de esquerda para as eleições de outubro.