Núcleo do PCE desacelera para 0,2% em abril e fica abaixo do esperado por economistas

    Índice de inflação de gastos de consumo pessoal é o mais observado pelo banco central americano para suas decisões de política monetária

    Valter Campanato / Agência Brasil

    O núcleo do índice de inflação mais acompanhado pelas autoridades do Federal Reserve (Fed), o Índice de Gastos Pessoais (PCE), teve alta de 0,2% em abril, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (31) pelo Departamento de Estatísticas dos Estados Unidos (EUA), de acordo com informações do portal Bloomberg Línea.

    O resultado foi menor em relação ao apresentado no mês de março (0,3%) e veio abaixo do avanço de 0,3% esperado pelo mercado financeiro. O resultado indica uma desaceleração dos preços, que é justamente o objetivo da política monetária do Federal Reserve.

    O núcleo é considerado o indicador mais importante pelo presidente do Fed, Jerome Powell, pois exclui as categorias de preços mais voláteis de energia e alimentos. Na comparação anual, a alta do núcleo foi de 2,8% em abril, em linha com o esperado por economistas consultados pela Bloomberg. Em março, o núcleo também havia avançado 2,8% em 12 meses, ainda acima da meta de longo prazo do Federal Reserve, de 2%.

    O índice cheio, por sua vez, teve alta de 0,3% no mês passado, em linha com o esperado por economistas, e variação de 2,7% na comparação com abril de 2023.

    Os futuros do S&P 500 e do Nasdaq, que operavam em leve queda, passaram a subir depois da divulgação. O futuro do S&P500 subia 0,25%, o Nasdaq 100 futuro avançava 0,16% e o Dow Jones futuro tinha ganhos de 0,20%.

    O avanço do PCE em abril foi influenciado por uma alta de 0,2% dos preços de bens na comparação mensal e de 0,3% dos preços de serviços. Os preços de alimentação caíram 0,2% e os preços de energia, que incluem combustíveis, subiram 1,2%.

    Na comparação anual, os preços de serviços lideram o aumento, com uma alta de 3,9% em relação a abril do ano passado, o que reforça a visão de que a inflação tem sido puxada pelos preços desse setor, diante do mercado de trabalho aquecido.

    Os preços de energia subiram 3,0% em 12 meses, enquanto os preços de alimentação avançaram 1,3%. Já os preços de bens tiveram ganho de 0,1% em relação a abril do ano passado, de acordo com o Bureau of Economic Analysis.