Bolsonaro vai ao lançamento de livro sobre Amazônia escrito por ex-ministro de Lula

    Ex-presidente foi à sessão de autógrafos de “Amazônia, a Maldição de Tordesilhas”, e tirou fotos com escritor Aldo Rebelo

    Foto: Redes Sociais

    O lançamento do livro  “Amazônia, a maldição das Tordesilhas: 500 anos de cobiça internacional” do secretário de Relações Internacionais de São Paulo, Aldo Rebelo, teve uma presença surpreendente. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) esteve na sessão de autógrafos, nesta quarta-feira (22), na Livraria da Vila, no Shopping Iguatemi, em Brasília. Bolsonaro fez questão de tirar fotos ao lado do escritor.

    A obra publicada pela editora Arte Ensaio, 2024, se aprofunda na história da floresta e explora sua importância estratégica para o Brasil e para o mundo. Rebelo oferece um olhar sobre a floresta para reforçar a preservação e soberania da região. A ideia para o livro surgiu quando percebeu que a Amazônia ocupava um espaço nobre em discussões internacionais. Disse que “sentiu” que o debate chegaria ao Brasil e decidiu escrever sobre o tema.

    Segundo o secretário da capital paulista, o objetivo era provar que “a região mais rica do mundo em biodiversidade, águas e minério é também a mais desigual”. Na obra, o autor defende que é possível desenvolver e proteger a Amazônia.Para reunir o material, Aldo fez uma excursão pela rodovia Transamazônica de carro e visitou institutos, universidades e rios importantes da região.

    Hoje secretário de Relações Internacionais da Prefeitura de São Paulo sob a administração de Ricardo Nunes (MDB), Aldo disse que não pretende tentar uma volta ao Congresso em 2026 –ele foi deputado por 6 mandatos seguidos. Ele tentou uma vaga no Senado por SP em 2022, mas o eleito foi Marcos Pontes (PL-SP).

    Em março deste ano, em entrevista ao Globo, Aldo Rebelo elencou erros do terceiro mandato de Lula e disse que Bolsonaro é vítima de “perseguição”. “Não tenho dúvida nenhuma (que Bolsonaro sofre perseguição). São os mesmos protagonistas. Trabalharam para excluir o presidente Lula da política e agora tratam para excluir o Bolsonaro”, afirmou.