Jerônimo é o novo, e ACM Neto, a velha política, diz presidente do PT na Bahia

    Éden Valadares afirma que governador reúne as melhores qualidades dos antecessores Jaques Wagner e Rui Costa

    Foto: Ascom/PT Bahia

    O presidente do PT na Bahia, Éden Valadares, afirmou que o governador Jerônimo Rodrigues representa ideias novas, enquanto o ex-prefeito ACM Neto encarna a figura da “velha política”. A declaração é uma reação a críticas feitas pelo vice-presidente do União Brasil ao que chamou de “falta de liderança” do petista, predicado que disse reconhecer no ex-governador Jaques Wagner.

    “Veja a dedicação que Jerônimo tem com cada município, com as cidades do interior, com os prefeitos e as bancadas, a disposição de dialogar e encontrar as melhores soluções. Já Neto ameaça os deputados do seu partido se não fizerem o que ele quer. Ou obedece o chefe, ou é castigado. Esse é o estilo de Neto. Tem que votar contra Jerônimo mesmo que isso signifique prejudicar o Estado da Bahia, e quem não seguir a cartilha é ameaçado e punido. Isso é a mais pura expressão da velha política”, declarou o dirigente em entrevista à Rádio Sociedade na segunda-feira (13).

    “Jerônimo é filho de um vaqueiro com uma costureira, nascido na beira do Rio de Contas. Alguém que teve que estudar numa série multissérie, onde tem menino da 1ª, da 2ª, da 3ª e da 4ª série juntos. Teve que migrar da cidade de Aiquara para Jequié, para fazer ginásio e segundo grau. E, para fazer faculdade, que não tinha, teve que ir para Cruz das Almas e, depois, foi trabalhar como professor”, acrescentou Éden.

    O presidente da executiva estadual petista disse que, além da capacidade de articulação e liderança política, Jerônimo reúne as melhores qualidades de Jaques Wagner e de Rui Costa, o que, segundo ele, o credencia como representante da “nova política” e a fazer uma gestão melhor que a dos dois antecessores.

    Na entrevista, Éden também disse ver a identificação do povo com a história do governador, diferentemente do que acontece com o ex-prefeito de Salvador. “A trajetória de Jerônimo, por ser afroindígena, por ser filho de quem é, por ter a pele que tem, por ter a trajetória pessoal e profissional que tem, se confunde com qualquer trabalhador comum da sociedade baiana”, afirmou.