Disputa pela Câmara emperra definição de candidato da oposição

    A discussão sobre a chapa proporcional tem dificultado a definição de uma candidatura majoritária do bloco PT-PCdoB-PSB à prefeitura de Salvador

    Foto: Américo B. Barros/ Divulgação

    A discussão sobre a chapa proporcional tem emperrado a definição de uma candidatura majoritária do bloco PT-PCdoB-PSB à prefeitura de Salvador. A dificuldade foi antecipada pelo bahia.ba na última terça-feira (veja aqui).

    Sem conseguir chegar a um candidato natural a prefeito, os petistas já aceitaram abrir mão da cabeça de chapa, mas, em contrapartida, defendem um “blocão” no sentido mais amplo, ou seja, com a coligação entre as legendas na disputa pelo Executivo, mas também por cadeiras na Câmara soteropolitana.

    Com a oficialização da pré-candidatura da deputada Alice Portugal a prefeita, o PCdoB batalha pelo apoio de PT e PSB, mas resiste em coligar na proporcional com partidos maiores.

    “Aqueles partidos que têm a garantia de alcançarem sozinhos o coeficiente eleitoral podem sair com chapa própria, e aqueles que não têm condição teriam que se coligar com algum outro”, diz o deputado federal Daniel Almeida, presidente estadual do PCdoB, ao externar a visão dos comunistas sobre o assunto.

    Segundo o dirigente, é “legítimo” que cada sigla busque criar condições para eleger o maior número possível de vereadores. “Não há nada estranho em buscar garantir condições mais favoráveis. O que se discute é como combinar isso com a unidade em torno da chapa majoritária”, afirma Almeida.