Presidente da petrobras diz que: petróleo a US$ 100 é uma barreira psicológica importante

    De acordo com o presidente da estatal, Jean Paul Prates, os reajustes acontecerão se o patamar de preço do petróleo for consolidado

    Foto: Edílson Rodrigues/ Agência Senado

    A Petrobras informou nesta quinta-feira (28) que não deve mexer nos preços dos combustíveis por ora, que avalia ‘de perto’ o movimento do mercado para não perder a rentabilidade. De acordo com o presidente da estatal, Jean Paul Prates, os reajustes acontecerão se o patamar de preço do petróleo for consolidado, como ocorreu no último aumento de 16 de agosto. Para ele, se a commodity alcançar US$ 100, como está sendo previsto para outubro, “será uma barreira psicológica importante”.

    “Os modelos por enquanto estão indicando que é possível manter (o preço dos combustíveis) no mesmo patamar, sem haver absolutamente nenhum risco para a rentabilidade da empresa”, disse Prates, após evento com atletas olímpicos patrocinados pela estatal, segundo informações divulgadas do jornal o Estado de São Paulo.

    Prates disse ainda que não houve nenhum momento que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o qual havia se reunido na última segunda-feira (25), pediu que segurasse os preços dos combustíveis, e reforçou que o objetivo continua sendo abrasileirar os preços.

    “Abrasileirar os preços não é uma coisa de campanha (presidencial). A gente mudou o modelo e vai ajustar quando o novo patamar estiver consolidado”, afirmou, destacando que as refinarias da empresa estão operando com fator de utilização de 94%, bem acima do que operavam no ano passado. “Isso porque a Regap (MG) vai entrar em manutenção”, disse o executivo.

    Prates informou também que a negociação para a venda da participação da Novonor na Braskem “está evoluindo”, e que a estatal, como sócia, tem o direito de preferência para adquirir o ativo. A decisão, porém, ainda não foi tomada, segundo o executivo.

    “Braskem está evoluindo. A gente está começando a receber as informações e dando um foco nisso aí. A gente está lá dentro, tem direito de preferência já sendo sócia da Braskem, mas não está comprando participação nova na Braskem. Vamos analisar se vale a pena ou não”, explicou.

    A Petrobras tem uma participação minoritária, mas relevante na Braskem. Segundo fontes, a participação da estatal será decisiva para o fechamento do negócio.