Cid entregou dinheiro da venda de joias nas mãos de Bolsonaro, diz revista

    De acordo com a Veja, o testemunho do ex-ajudante de ordens à PF teria sido feito poucos dias antes de ser solto

    Foto: Alan Santos/PR

    O tenente-coronel Mauro Cid teria entregue nas mãos de Jair Bolsonaro (PL) o dinheiro obtido com a venda de dois relógios nos Estados Unidos. A declaração do ex-ajudante de ordens da Presidência à Polícia Federal (PF) foi revelada pela revista Veja, nesta sexta-feira (15).

    A revista relata que o testemunho de Cid à PF teria sido feito poucos dias antes de ser solto. Ele teria ainda confessado a participação em dois crimes: o caso da venda das joias e a falsificação de cartões de vacina, ambos investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). 

    Para as autoridades, o militar relatou que o “ presidente estava preocupado com a vida financeira” e que não sabia que a venda dos itens eram ilegais. “A venda pode ter sido imoral? Pode. Mas a gente achava que não era ilegal”, disse. 

    A quantia de 68 mil dólares da venda foi depositada na conta do general Mauro Lourena Cid, pai de Mauro Cid, e depois foi realizado um saque, sendo o montante repassado em espécie para o ex-presidente Jair Bolsonaro. Uma parte chegou ao ex-mandatário ainda em solo americano. 

    Sobre os cartões de vacina, o tenente-coronel pontuou que “estava com medo de perseguição” e de que a filha não pudesse mais “ir a escola” e a esposa de “poder entrar no mercado”.