Com 18 assinaturas e expectativa que número ultrapasse os 21 necessários com quórum da própria oposição, o autor do requerimento para instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Planserv, o deputado estadual Leandro de Jesus (PL), antecipa pressupor não haver interferência do Governo Estadual, que possui maioria na Casa, no colegiado, diante do apelo por melhorias do plano de saúde de mais de 500 mil servidores estaduais, conforme ele mesmo destaca.
“Está claro que existe uma crise no atendimento do Planserv. As reclamações por parte dos beneficiários vão desde a dificuldade de marcação de consultas, exames até a falta de atendimento de emergência, o que tem deixado os usuários em situação precária, de verdadeira insegurança. E nossa obrigação não é apenas investigar esse mérito que coloca vidas em risco, mas também a questão que, inclusive, o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) já ingressou com uma ação civil pública com pedido de liminar na qual pediu a nulidade do processo de contratação do grupo Hapvida para gerir o plano. Portanto, esperamos que o governo não interfira neste papel da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) de investigar e legislar, buscando soluções neste caso específico”, conclamou Leandro de Jesus.
Ele ainda chamou atenção para a retirada de assinatura por parte do colega petista Júnior Muniz, classificada nos corredores da Alba, como jogo de cena para cobrar mais atenção do líder do governo Rosemberg Pinto (PT), que não teria lhe comunicado pessoalmente para que não assinasse a CPI. O contato foi feito pela secretária da liderança. Mas, reitera como certo o apoio de outros parlamentares, com otimismo de ultrapassar o número necessário para a criação da CPI.
Nos bastidores, no entanto, segundo informações chegadas ao bahia.ba, os olhares se voltam para o comportamento de Vitor Azevedo, do PL, correligionário de Leandro de Jesus, e Hilton Coelho, do PSOL, contumaz defensor das causas dos servidores.
Vitor Azevedo, apesar de PL, e Raimundinho da JR, também integrante do Partido Liberal, são tidos como cota do governador Jerônimo Rodrigues(PT), ainda que extraoficialmente. Raimundinho e a pessedista Cláudia Oliveira já assinaram o documento.
A maior parte veio da bancada do União Brasil, com oito: Alan Sanches, Katia Oliveira, Junior Nascimento, Luciano Simões Filho, Manuel Rocha, Pedro Tavares, Sandro Régis e Robinho. Na sequência, vêm Pablo Roberto, Jordavio Ramos e Tiago Correia (PSDB), Diego Castro (PL), Emerson Penalva (PDT), Pancadinha (SD) e Samuel Júnior (Republicanos).
Na história da Alba CPI alguma prosperou, sob a justificativa, na maioria das vezes, de que tem enfoque eleitoreiro.

