Em meio às especulações em torno de seu nome para substituir a ministra Rosa Weber no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino (PSB), admitiu a “honra” de ser lembrado para o posto, mas negou qualquer campanha de sua parte para integrar a Corte.
“Você acha que eu estou com cara de ministro do Supremo?”, brincou o titular do MJSP, em entrevista à Globonews, nesta sexta-feira (1º), ao ser questionado sobre uma eventual indicação.
“Primeiro, é uma honra. Eu tenho uma dedicação à área jurídica, nunca deixei de ter. Lição do meu pai: nunca esqueça sua profissão. Entre na política, mas continue com sua profissão. Ser lembrado é uma honra, mas eu sempre soube que não existe candidatura nem campanha pra ser ministro do Supremo. Então, eu não sou candidato, estou focado na minha missão e não faço campanha”, disse Dino, que em 2006 deixou o cargo de juiz federal para ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados, na sequência presidiu a Embratur na gestão Dilma Rousseff (PT) e depois foi eleito governador do Maranhão e no ano passado, conquistou uma cadeira de Senador, antes de se tornar ministro do governo Lula (PT).
Sobre eventual indicativo do presidente de que seu nome integra a lista de possíveis candidatos ao Supremo, Flávio Dino afirmou que até o momento o mandatário “nunca tocou no assunto” com ele. “Nem de perto, nem de longe, nem insinuou, nem nada”, pontuou, acrescentando que está muito focado no trabalho à frente do Ministério da Justiça.
Ao ser questionado se gostaria de ser ministro do Supremo, ele comparou a pergunta com uma eventual proposta para um atleta integrar a seleção nacional. “Isso, pra uma pessoa que é da área jurídica, é mais ou menos você perguntar a um jogador de futebol se ele quer ser da seleção”, disse Flávio Dino, segundo o qual, uma eventual negativa “poderia até parecer um excesso de pretensão” de sua parte.
Segundo o ministro, caso dissesse que não gostaria de integrar o STF, poderia indicar interesses outros, sobretudo no momento em que também especula-se que ele teria planos de concorrer à Presidência. “Porque alguns dizem ‘não, ele não quer isso porque quer aquilo outro’”, argumentou.
“Claro que integrar o Supremo é uma honra pra qualquer pessoa do Direito, mas eu não planejo isso, não projeto isso, não trabalho, não faço campanha, não faço candidatura”, garantiu Dino, que emendou. “Estou feliz demais no Ministério da Justiça”.

