Dino adota estratégia para não pressionar Lula sobre próxima indicação ao STF

    Ministro acredita que ser visto como alguém que está pleiteando uma vaga no Supremo pode reduzir as chances de ser escolhido pelo mandatário

    Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

    O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, não autorizou que seu nome seja citado por aliados como um dos cotados por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) que será aberta com a saída da presidente da Corte, Rosa Weber. 

    A coluna Guilherme Amado, do Metrópoles, alega que Dino acredita que ser visto como alguém que está pleiteando uma vaga no STF pode reduzir as chances de ser escolhido pelo mandatário. O portal ressalta que o ex-governador do Maranhão não está fora do jogo, mas que apenas adotou uma estratégia para evitar “se queimar” na disputada. 

    A presidente Rosa Weber deixará o Supremo em outubro, quando completará 75 anos. A Constituição prevê a aposentadoria dos magistrados do STF ao alcançarem a idade máxima permitida. Com a saída da ministra, a presidência será ocupada por Luís Roberto Barroso.

    Para ocupar a cadeira de Weber, a expectativa é de que Lula escolha uma mulher negra no órgão. Um site chegou a ser criado para reforçar a indicação de uma mulher negra à Corte. Até o momento, o endereço eletrônico computada 12.298 mil assinaturas.

    ““Em um país com mais da metade da população composta por mulheres e pessoas negras, é inexplicável que o STF em seus 132 anos de existência nunca tenha sido ocupado por uma. Chegou a hora de mudar essa história”, diz o texto do site.