Em meio às críticas sobre SSP, Jerônimo diz que não fugirá do seu papel de fiscalizador

    Durante ato de entrega das 78 viaturas, gestor estadual se coloca como "governador dos Direitos Humanos"

    Foto: Jorge Jesus/bahia.ba

    O governador Jerônimo Rodrigues (PT) afirmou que conversou com os ministros dos Direitos Humanos (DH) e de Igualdade Racial, Silvio Almeida e Anielle Franco, respectivamente, devido a sinalização da Ouvidoria Nacional do DH sobre as operações da Polícia Militar que ocasionou em 30 mortes, no período de uma semana, entre os dias 28 de julho a 4 de agosto. Durante discurso, nesta quarta-feira (9), o chefe do Executivo estadual diz que vê legitimidade na crítica e elogia o comportamento colaborativo dos ministros.

    “Falei com o ministro Silvio no sábado, ele me ligou. Ontem eu estava em Brasília, dialoguei com a ministra Anielle. Eu reconheço o lugar deles, é o papel dos ministérios cuidarem e acompanharem. Mas, a forma como eles fizeram é diferente. Eles me ligaram para entender o que nós poderíamos fazer de forma parceira”, revelou Jerônimo. “Não tenho problema alguma quando as críticas acontecem de forma construtiva”, disse no ato de entrega de 78 viaturas, realizada no Farol da Barra.

    O gestor estadual ainda afirmou que segue atuante no seu papel de fiscalizador dos secretariados, neste momento em que paira críticas sob a Secretária de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA). No momento da sua fala, Jerônimo também se coloca como “governador dos direitos humanos, negro e índio” e diz que não “abre mão do [seu] lugar”.

    “Não posso abrir mão da minha posição de fiscal também, não só na condição de governador, é na condição que eu trouxe e trago na minha história. De imediato, eu também recebo todos os vídeos nas redes sociais ou no meu whatsapp ou através da minha Segurança Pública”, contou.

    Jerônimo também defendeu que as ações da pasta devem, ao máximo, compartilhadas com ele. “Eu já pedi que eu não quero que nada fique as escondidas pra mim, que às vezes pode acontecer, eu vou resolver primeiro, depois eu falo ao governador. Eu não quero isso. Eu quero compartilhar com ele da responsabilidade nossa”, frisou.