O vereador Kiki Bispo (União Brasil), líder de governo na Câmara de Salvador, em resposta ao bahia.ba comentou se a posse do deputado federal Celso Sabino (União Brasil) no Ministério do Turismo e o gesto do deputado federal Elmar Nascimento (União Brasil) em sair em defesa do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), e contra a convocação do ex-governador baiano para a CPI do MST seriam um estreitamento ainda maior entre a legenda e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e se essa aproximação afetaria a atuação da sigla na Bahia e em Salvador.
Segundo Kiki, pelo tamanho do União Brasil, é natural que existam diferentes correntes que discordam internamente sobre qual rumo político tomar, ainda que o partido ocupe três ministérios na gestão Lula.
“O partido é um dos maiores do país, então, internamente existem correntes favoráveis e correntes contrárias. O partido tem três indicações de ministérios no governo Lula, no entanto, existe resistência, porque cada território acaba não correspondendo. Eu diria que a Bahia é um exemplo disso. Onde saímos derrotados as eleições do ano passado. Mas, claro, que o interesse maior do União Brasil é justamente aprovar as pautas que são boas para o país. Sem revanchismo. Muito pelo contrário, estamos fazendo com que os projetos possam andar, como Reforma Tributária, que será importante para o futuro da nossa do Brasil”, avalia o parlamentar.
Questionado ainda se a aproximação do União Brasil afetaria o capital político do ex-prefeito ACM Neto (União Brasil) na Bahia, o vereador é taxativo e negar essa possibilidade.
“Não acredito nisso porque daqui da Bahia as coisas são muito bem divididas. O resultado da eleição já mostrou isso e tivemos aí praticamente uma polarização de quase 50% pra cada lado. A maioria dos eleitores de Lula votaram em ACM Neto. Então, isso é uma tendência regional. Acredito que isso não vai trazer prejuízo nenhum, muito pelo contrário, nós temos uma corrente muito bem clara, muito bem definida, tanto na capital, como também na maioria dos interiores, sobretudo nas grandes cidades, onde a ACM Neto ganhou as eleições e que essa aí vai ser uma tendência natural e normal de fazer uma oposição com responsabilidade aqui na Bahia e a nível nacional, quando as pautas forem convergentes para crescer o nosso país, nós vamos tá apoiando”, argumenta Kiki.
O vereador comentou também a respeito da reunião convocada por Neto com deputados federais e estaduais marcada para a próxima segunda-feira (7). Sobre a pauta do encontro, Kiki garantiu que servirá para afinar os discursos entre as lideranças da sigla no estado e fortalecer a base.
“Neto é a maior figura respeitada do ponto de vista nacional. Então ele quer justamente agrupar o partido, quer uniformizar os discursos, quer fortalecer as nossas bases partidárias e ele aí sabe fazer isso como poucos, ele é um líder nato, um político com a expertise muito grande e o que ele pretende com isso, creio, que é justamente uniformizar o partido e fazer com que o partido cresça cada vez mais”, destaca.
Perguntado se essa volta de Neto abertamente às atividades político-partidárias desde que perdeu a eleição para o governo estadual em 2022 não ofuscaria o atual prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil) e uma eventual candidatura à reeleição em 2024, Bispo nega essa possibilidade.
“De jeito nenhum. O ex-prefeito ACM Neto, é o nosso o nosso líder maior no partido e tem se mostrado, tem se falado isso de forma muito aberta e apoia a reeleição do prefeito Bruno Reis e tá muito satisfeito, não só como líder do nosso partido, líder da do nosso grupo político, mas também como cidadão, de ver a gestão do prefeito muito bem avaliada como está. Então, acredito que de forma natural isso é uma tendência, nós vamos todos unidos no ano que vem em prol da reeleição do prefeito Bruno Reis”, finaliza.

