O prefeito Bruno Reis (União Brasil) admitiu, nesta quinta-feira (27), a possibilidade de mudar a nomenclatura da praça Cayru, que leva o nome do Visconde de Cairu – um economista e político brasileiro -, localizada no bairro do Comércio, para homenagear a heroína da Independência do Brasil na Bahia, Maria Felipa. Aos jornalistas, o gestor municipal afirmou que a alteração depende do aval dos vereadores da Câmara Municipal de Salvador (CMS).
“Se a Câmara aprovar, a gente sanciona, de imediato. Tem sido essa a lógica da gestão. Foi assim com a Adhemar de Barros [localizado no bairro de Ondina] para Milton Santos, com Alaíde do Feijão, e com tantas outras ruas, monumentos e praças que a Câmara tem competência para estabelecer quais são as denominações e garanto que se for aprovado pela Câmara, a prefeitura sanciona”, disse Reis.
Na manhã desta quinta, a Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Cultura (Secult), inaugurou o monumento em homenagem a Maria Felipa, que além de heroína da Independência do Brasil na Bahia, trabalhou como marisqueira. A escultura foi implantada no bairro do Comércio, situado na Cidade Baixa.
Capital Afro
Questionado sobre o fomento da representatividade durante a sua gestão em Salvador, cidade composta por 82% da população por pessoas negras, conforme aponta o Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE), o prefeito ressaltou que todas as ações e programas sociais são voltados “para negros e negras dessa cidade”. Ainda segundo Bruno, mundo a fora, a capital baiana vem sendo divulgada como a “Capital Afro”.
“83% de todos os programas, projetos e iniciativas da Prefeitura são para negros e negras dessa cidade, então, desde o CredSalvador, programa Morar Melhor, todos os auxílios e benefícios sociais, pelo menos, 83% da população negra são beneficiadas”, comentou.
“Hoje, [a cidade] se projeta no Brasil e no mundo reconhecendo os nossos principais patrimônios, que são a influência da cultura africana no nosso jeito, no nosso modo de ser, na história e formação da nossa cidade. Então, hoje qualquer propaganda fora da cidade é sempre projetando a gente como a capital Afro das américas. A gente nunca, em nenhum outro momento, teve tanta valorização da importância do povo negro como temos na nossa gestão”, concluiu o chefe do Executivo municipal.
A Prefeitura, instituiu em dezembro de 2022, um programa denominado de ‘Salvador Capital Afro’ voltado para voltado para o “fortalecimento da cultura afro de Salvador” e conta com aporte de R$ 15 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

