Braço direito de Lula no Senado, Wagner classifica falas do presidente como ‘agonia’

    De acordo com o senador, o presidente está 'agoniado' para reestruturar o governo, após o 'processo de destruição' promovido por Jair Bolsonaro (PL)

    Foto: Reprodução / YouTube

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao longo dos cinco meses do seu novo mandato, tem gerado diversas declarações consideradas polêmicas e que vem gerado desgaste ao mandatário do Brasil. Em entrevista à Rádio Metropole, na manhã desta sexta-feira (12), o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), pontuou que as falas ‘duras’ do chefe do Estado advém de uma “agonia” para reestruturar o governo, após os processos de “destruição” promovido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    “Hoje você fica palmilhando o terreno para saber se não tem uma mina colocada ali para explodir no seu pé”, disse o senador. “A agonia dele, na verdade, é no processo de destruição que passou o país, no ponto de vista, voltou ao mapa da fome, voltou a extrema pobreza”, completou.

    O presidente Lula, durante o seus discursos, vem expondo as suas opiniões consideradas ‘ácidas’ sobre o Banco Central. Outra declaração polêmica do mandatário do Brasil foi sobre a guerra da Ucrânia. Na oportunidade, Lula afirmou que “a Rússia não quer parar, a Ucrânia não quer parar”. A fala chegou a ser contestada pelo governo dos Estados Unidos.

    Em conversa com o comunicador Mario Kertesz, no programa Jornal da Bahia no Ar, Wagner relembrou os atos golpistas do dia 8 de janeiro, quando bolsonaristas invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília. Sobre o caso, o parlamentar frisou que “95% das equipes que estavam lá eram tudo equipe anterior”.

    “Ninguém tinha trocado as equipes inteiras, de repente, aquela barbárie que o mundo inteiro viu e condenou. Óbvio que houve falha durante a segurança. A cabeça ele [Lula] tinha mudado, mas, embaixo a moçada era dos caras anteriores”, afirmou.

    O senador ainda analisou a gestão de Bolsonaro como “fora da caixinha, de pregação do ódio e perseguição”.