Inflação de curto prazo tem caído ‘muito lentamente’, avalia Banco Central

    Campos Neto participou de debate sobre Juros, inflação e crescimento econômico no Senado

    Foto: reprodução TV Senado

    O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, avalia que a inflação de curto brasileira tem caído, “mas muito lentamente”. Em audiência no Senado nesta quinta-feira (27), que debateu juros, inflação e crescimento econômico, o gestor da autoridade monetária observou que “os núcleos (que desconsideram fatores temporários) continuam altos. Esse ultimo número que saiu, ficou um pouco acima.” O evento teve as presenças dos ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Simone Tebet (Planejamento e Orçamento).

    Sobre a taxa básica Selic, mantida em 13,75% ao ano desde setembro, Campos Neto argumentou que o Banco Central age de forma técnica para buscar o atingimento das metas de inflação. A taxa básica tem sido alvo de lideranças do governo e também do setor produtivo, sobretudo após a prévia inflacionária IPCA-15 ter ficado abaixo do projetado em março e neste mês.

    “Têm muitas variáveis levadas em consideração. Olhamos a inflação corrente, o hiato [do produto interno bruto], ou seja, a capacidade de crescer sem gerar inflação, e as expectativas”, acrescentou .

    Neste momento, o BC já está ajustando a taxa Selic para tentar atingir a meta de inflação do próximo ano, uma vez que as decisões sobre juros demoram de seis a 18 meses para terem impacto pleno na economia. A meta de inflação do próximo ano é de 3% e será considerada cumprida se oscilar entre 1,5% e 4,5%.  Fonte: G1