Lula reduziu 200 militares da ativa no governo, após recorde sob Bolsonaro

    Se considerado só o período em que Lula assumiu a Presidência, são 196 militares a menos

    Foto: Reprodução, Youtube/BandNews FM

    Após um recorde no número de militares no governo de Jair Bolsonaro (PL), o índice vem diminuindo desde a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que assumiu o governo com 1.871 pessoas cedidas para cargos de comissão.

    O corte total desde outubro, mês das eleições, até fevereiro, data dos dados mais recentes, é de 319 vagas. Se considerado só o período em que Lula assumiu a Presidência, são 196 militares a menos.

    Capitão reformado do Exército e defensor da ditadura militar (1964-1985), Bolsonaro assumiu seu governo com 1.793 militares da ativa das Forças Armadas requisitados para cargos no governo, praticamente o mesmo número que Dilma Rousseff (PT) encerrou 2015 (1.800), seu último ano fechado de governo.

    Mediante um discurso de enaltecimento do militarismo que por várias vezes flertou com o golpismo, o ex-presidente, de acordo com a Fazenda, chegou a 2.206 fardados da ativa em cargos de comissão em julho de 2022, um recorde histórico (com aumento de 23%).

    Ao assumir cargo de chefia na administração federal, o militar da ativa recebe um incremento na sua remuneração, até o limite do teto salarial do Executivo.

    Lula assumiu retomando a tradição quebrada por Michel Temer (MDB) e Bolsonaro e colocou novamente um civil para comandar a Defesa, o ex-deputado e ex-ministro do Tribunal de Contas da União José Múcio Monteiro.