Moro despreza convite de Deltan Dallagnol para grupo de oposição

    O ex-juiz Sergio Moro foi um dos primeiros nomes convidados por Deltan Dallagnol para participar do "shadow cabinet" no Congresso

    Foto: Canal Livre / Band

    Com a criação de do “shadow cabinet” (gabinete sombra, em tradução livre) por parte do senador Deltan Dallagnol (Podemos-PR) para fiscalizar os 24 ministérios do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a expectativa que ele tinha de que o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro (UB) integraria o grupo naufragou. Moro recusou, de pronto, participar que grupo de trabalho acompanhará a formulação de políticas públicas e a execução orçamentária das pastas do governo Lula.

    Apesar de ter sido um dos primeiros nomes convidados por Deltan, o ex-juiz justificou, segundo o Metrópoles, num clara demonstração de ‘pouco caso’, que entrou em muitas comissões no Senado e que estava sem tempo para assumir as funções que lhe seriam demandadas.

    Com a negativa de Moro, o próprio Deltan assumiu a fiscalização do Ministério da Justiça. Ele atuará em conjunto com o deputado Alfredo Gaspar, do União Brasil de Alagoas.

    A deputada Rosangela Moro, casada com o ex-juiz, aceitou o convite de Deltan para fiscalizar o Ministério da Saúde. Ela fará dupla com Adriana Ventura, do Novo de São Paulo.

    A sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), principal partido de oposição ao presidente, terá oito membros fiscalizadores, que serão responsáveis por acompanhar as ações de nove pastas. São elas: Ciência e Tecnologia, Defesa, Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Esporte, Mulher, Pesca e Porto e Aeroportos, Previdência e a Advocacia-Geral da União. Outros sete partidos também vão compor o gabinete de fiscalização: União Brasil (5 ministérios), Novo (4), Podemos (3), Cidadania (3), Progressistas (2), Patriota (1) e Republicanos (1) e coloca o Ministério da Defesa e o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin (PSB), na mira do PL.

    Já o ministro da Fazenda, o petista Fernando Haddad, será acompanhado pelo deputado federal Kim Kataguiri (União-SP).

    Os oposicionistas se inspiraram em iniciativas adotadas no Reino Unido, Canadá e na Austrália ao criarem o “shadow cabinet”. A proposta é acompanhar as atividades e avaliar as políticas públicas e gastos dos ministérios, das agências reguladoras e de empresas públicas durante o governo Lula . Pelo menos 26 parlamentares, tanto deputados federais quanto senadores, farão parte do grupo.