IBGE reduz em 1,3% a previsão da safra brasileira de grãos

    Estimativa se mantém acima em 13,3% ao total colhido em 2022; entre as principais lavouras, soja e milho apresentaram melhoras e arroz teve perdas

    Foto: Jonas Oliveira/Fotos Públicas

    O IBGE reduziu em 1,3% a previsão da produção de grãos brasileira em 2023. O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de fevereiro, divulgado nesta quinta-feira (9), estima uma colheita de 298 milhões de toneladas em todo o ano – 3,9 milhões a menos do que no levantamento de janeiro. Caso a nova previsão se confirme, o resultado no período ficará 13,3% acima do apurado em 2022, equivalente a uma expansão de 34,9 milhões de toneladas.

    Arroz, milho e soja representam 92,8% da estimativa do LSPA. Frente ao ano passado, o levantamento aponta expansão de 21,3% para a soja (cujo cultivo deve atingir 145 milhões de toneladas) e 10,2% para o milho (121 milhões de toneladas) e queda de 6% para o arroz em casca (10 milhões de toneladas). Considerando outras culturas, também houve aumento de 1,4% para o algodão herbáceo (6,8 milhões de toneladas) e queda de 13,8% para o trigo (8,7 milhões de toneladas).

    A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva em todas as cinco regiões, com destaque para o Norte (11,1%). O Nordeste teve expansão de 2,3%. Frente às estimativas de janeiro, houve aumento apenas no Nordeste (0,5%), estabilidade no Norte e no Sudeste e declínios no Sul (-4,3%) e Centro-Oeste (-0,1%).

    Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 29,7%, seguido pelo Paraná (15,1%), Rio Grande do Sul (11,8%), Goiás (9,3%), Mato Grosso do Sul (8,3%) e Minas Gerais (5,9%). Estes estados, somados, representaram 80,1% do total.

    Segundo o IBGE, a queda no arroz é fruto de revisões para baixo na área a ser colhida (1,4%) e em produtividade (1,1%). Apesar das perdas de 252.744 toneladas em fevereiro, a colheita deste ano deve ser suficiente para abastecer o mercado brasileiro.