Kiki confirma maioria em comissões, mas reitera que ‘palanque está desarmado’

    Conforme Kiki Bispo, o que a base quer é maturar cada encaminhamento vindo da Prefeitura, pois quem ganha com isso não é apenas o Parlamento, mas o povo da cidade

    Foto: Fernanda Chagas/bahia.ba

    O líder da bancada governista na Câmara de Salvador, vereador Kiki Bispo (UB), em conversa com o bahia.ba, confirma maioria em comissões temáticas, e  sinaliza ter apoio de quatro edis,  em especial as mais importantes, mas reitera que ainda assim ‘o palanque está desarmado’, apesar da base possuir maioria (31 vereadores) na Casa.

    “Tanto a composição na CCJ (Constituição, Justiça e Cidadania) e Orçamentos (Finanças, Orçamento e Fiscalização) os números nos mostram tranquilidade, nós temos quatro vereadores governistas em todos os dois dos principais colegiados. Então, a gente não está com essa preocupação até porque confiamos na coesão da nossa base e entendemos que temos a maioria. E, ainda assim, pretendemos, ao longo desse ano, travar sempre uma discussão muito franca e muito aberta, seja nas comissões, nas audiências públicas, de forma a implementarmos esse rito de discussões transparente na Câmara e nas comissões não será diferente”, pontuou.

    Kiki ainda reforçou que: “Mas, se você pegar a formação das comissões está claramente quatro vereadores da base e três da oposição e nesse aspecto, nós estamos muito tranquilos”.

    Porém,  sem deixar escapar que o clima instaurado pela gestão anterior [Geraldo Júnior] ainda é algo que incomoda e que os edis não querem que seja reproduzido, assinalou que, no decorrer do ano, os vereadores provarão que a Câmara tem maturidade suficiente para aprovar tanto os projetos oriundos do Executivo quanto dos próprios vereadores. “E nossa prioridade é primar pelo bem estar da cidade e não podemos politizar uma coisa que ficou no passado, o palanque está desarmado e temos que pensar em fazer uma Casa produtiva e é isso que a gente espera através de muito diálogo”, frisou o líder.

    Kiki Bispo ainda arrematou não acreditar existir tentativa de intrigas no início da gestão de Carlos Muniz (PTB). “Não acredito que queiram fazer intrigas até porque os trabalhos estão iniciando. Nós temos 31 vereadores da base governista, que no momento certo isso vai ficar muito claro, quando tiver uma votação, uma deliberação, como ficou o ano passado em que aprovamos cinco ou seis projetos do Executivo com ampla maioria e até com unanimidade, o que vai significar que temos uma base folgada, mas independentemente, o que queremos é que o diálogo seja a premissa de tudo. Não queremos passar rolo compressor, muito pelo contrário, queremos debater os projetos, maturar cada encaminhamento vindo da Prefeitura, pois quem ganha com isso não é apenas o Parlamento, mas o povo da cidade”, concluiu, em tom de bastante tranquilidade.

    Cálculos do bahia.ba, reforça a tese de Kiki Bispo. No colegiado de Constituição e Justiça e Redação Final, por exemplo, os sete membros são Paulo Magalhães Júnior (UB), presidente; Suíca (PT), vice-presidente; Alexandre Aleluia (PL); Téo Senna (UB); Henrique Carballal (PDT), Júlio Santos (Republicanos) e Edvaldo Brito (PSD) membros. Destes, Paulo Magalhães, Téo Senna e Júlio Santos, são governistas e Alexandre Aleluia (PL), apesar de liderar o grupo independente possui viés governista.

    Da mesma forma na comissão de de Finanças, Orçamento e Fiscalização, presidida pelo tucano Daniel Alves e vice-presidida pelo integrante do Podemos, vereador Sidninho. Os membros são: Alfredo Mangueira (MDB); Átila do Congo (Patriota), Marta Rodrigues (PT); Joceval Rodrigues (Cidadania) e Duda Sanches (UB). Nesse Caso, o governo conta  com Daniel Alves, Duda Sanches, Átila do Congo e Sidninho, que também se autodeclara da base e conta ainda com o apoio do emedebista Alfredo Mangueira,  que já afirmou seguir seu partido, mas não se furtará em votar no que for melhor pela cidade, não escondendo assim, seu posicionamento independente.