Após eleger apenas três deputados em 2022, Novo tenta atrair Moro e Deltan

    Para motivar migração de parlamentares, o partido planeja liberar o uso do fundo partidário

    Foto: Reprodução / Twitter

    Após eleger apenas três deputados e não passar na cláusula de barreira no pleito de 2022, o Novo tenta atrair novos quadros na tentativa de ampliar sua bancada nos próximos anos. Uma das primeiras conquistas da sigla foi o senador Eduardo Girão, que nesta semana anunciou a saída do Podemos para integrar o partido.

    Conforme apuração de Guilherme Amado, no portal Metrópoles, o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, tem convidado outros parlamentares de direita e já teve conversas com dois ícones da operação Lava Jato: o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) e o deputado federal Deltan Dallagnol (Podemos-PR).

    Segundo a publicação, já foram cortejados também nomes como os senadores Oriovisto Guimarães e Styvenson Valentim, ambos do Podemos; além do economista Marcos Cintra e Andrea Mattarazzo, ex-embaixador do Brasil em Roma.

    Como estratégia para atrair novos quadros, a sigla pretende liberar que os filiados utilizem o fundo partidário, o que até então era vedado desde a criação do Novo. O partido é contrário ao fundo, mas alega que não deixa de receber o dinheiro, pelo fato de que os valores seriam redistribuídos entre as demais legendas.

    Procurado pela coluna, o presidente do partido afirmou que as conversas mantidas com os parlamentares visam a construção de uma oposição suprapartidária ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Congresso Nacional.

    “O Novo é uma casa de partido de oposição liberal. Temos princípios que queremos trazer para a política. E o importante nesse momento é que temos um posicionamento claro de oposição ao Lula e ao PT”, disse Ribeiro.

    “O grande problema que nós vamos enfrentar é o petismo tentar tachar todo mundo que não é petista de bolsonarista, de antidemocrática. É o que fizeram depois da ditadura militar, dizer que, se você é de direita, você é a favor da ditadura militar. Nós reconhecemos o resultado das eleições, mas não abrimos mão de ser oposição ao PT”, acrescentou.