Desde 2013 na Sefaz, Vitório agradece confiança e prevê retomada econômica com estabilidade

    Manoel Vitório apontou a pandemia como ‘maior desafio’ da carreira e classificou o fisco como ‘pulmão’ que oxigena toda estrutura do governo

    Foto: Mateus Morais / bahia.ba

    Titular da Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia (Sefaz) desde 2013, na gestão de Jaques Wagner (PT), Manoel Vitório classificou como “privilégio” sua longevidade na pasta e agradeceu pela confiança de Jerônimo Rodrigues (PT) em mantê-lo no cargo.

    “É uma satisfação. O governador Jerônimo me deu a honra e a confiança de continuar o trabalho. É um trabalho que está reconhecido”, declarou o secretário ao bahia.ba, na manhã da cerimônia de posse do governador eleito e de seu vice, Geraldo Júnior (MDB), na Assembléia Legislativa da Bahia (Alba).

    “A gente tem orgulho desse trabalho, mas ele não é isolado, é um esforço de equipe. Ele teve dois capitães, primeiro o então governador Wagner e depois Rui Costa. É importantíssimo esse apoio e essa consciência, essa liderança do governador, para que a pasta da Fazenda possa desenvolver as ações com tranquilidade”, pontuou.

    Relembrando a trajetória da secretaria nas administrações petistas, Manoel Vitório também comentou o período da pandemia da Covid-19, apontado por ele como “o maior desafio” e “o maior susto” que teve em toda sua carreira.

    “Num primeiro momento, o governo federal não entrou com ajuda e nós tivemos que ajustar as nossas estruturas, dar mais recursos pra Saúde e para as áreas sociais de acolhimento pra poder atender essa população. Tínhamos o receio de acontecer como aconteceu em outros países e até no Amazonas, onde a gente via que as pessoas começaram a morrer sem nenhum atendimento médico, o que é pior ainda, porque a pessoa morre em agonia, era uma coisa desumana”, relatou Manoel Vitório.

    Ele lembrou ainda que diante da gravidade da situação, o governador Rui Costa montou uma sala de crise com as diversas secretarias para discutir as ações de combate à emergência de saúde pública. “Graças a Deus, deu tudo certo, mas foi um momento muito difícil”, contou o gestor, que agradeceu o trabalho da equipe do fisco, apontado por ele como “pulmão” que oxigena toda a estrutura do governo.

    Com o arrefecimento da pandemia, ao ser questionado sobre o modo como a Sefaz vai se comportar no momento de retomada econômica, ele projetou novas políticas com estabilidade. “Secretaria da Fazenda sem cautela não é Secretaria da Fazenda (risos). Tem que ter cautela, mas evidentemente que nós estamos com novas estratégias. O governador Jerônimo tem focado muito na inserção social, no combate à fome, na melhoria dos serviços públicos, e isso representa desafio”, argumentou Vitório. “Então, cautela não é – e ele tem frisado muito isso – não é acomodação. Cautela é ter as mesmas seguranças e correr atrás pra gente conseguir ter os resultados que ele almeja, de entregas para os baianos”, pontuou.