Pacheco e Lira defendem fortalecimento da democracia em bicentenário da Independência

    Presidente do Senado condenou ‘odiosos regimes autoritários e repressivos’ que fizeram parte da história do Brasil

    Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

    Após novos ataques do presidente Jair Bolsonaro (PL) no 7 de Setembro, os presidentes da Câmara dos Deputados e do Congresso Nacional, deputado Arthur Lira (PP-AL) e senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), defenderam o fortalecimento da democracia brasileira durante sessão solene em comemoração ao bicentenário da Independência, nesta quinta-feira (8).

    Em seu discurso, Pacheco condenou “odiosos regimes autoritários e repressivos” que fizeram parte da história do país e destacou a importância da Constituição de 1998 para o fortalecimento dos valores republicanos. “Seus fundamentos [da Constituição] serviram e servirão para enfrentarmos alegóricos retrocessos antidemocráticos e eventuais ataques ao Estado de Direito e à democracia. Isso é irrefutável, isso é irreversível”, afirmou o presidente do Senado.

    Lira, por sua vez, salientou o papel do Parlamento na defesa da democracia. “O bicentenário da Independência brasileira coincide com o ano de eleições presidenciais e de eleições legislativas federais, distrital e estaduais. Destaco, portanto, a chance de os cidadãos brasileiros, por meio do seu voto consciente, fortalecerem nossa democracia e este Parlamento, de modo que ele continue a exercer a importante tarefa de acolher diferentes aspirações e transformá-las em balizas coletivas”, disse o deputado.

    Convidado para a solenidade, o presidente Jair Bolsonaro (PL) havia confirmado a presença, mas cancelou a participação em cima da hora. Apesar da ausência do atual chefe do Executivo, estiveram no evento chefes de Estado estrangeiros como o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo; os ex-presidentes do Brasil Michel Temer e José Sarney; além do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes; da presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministra Maria Thereza de Assis; e do procurador-geral da República, Augusto Aras.