Para vereador, baianos favoráveis à PEC foram ‘insensíveis com os motoristas por app’

    Texto da ‘PEC dos Benefícios’ contemplará auxílio apenas para taxistas e caminhoneiros

    Foto: Carlos Alberto/CMS

    O vereador e presidente do Sindicato de Motoristas de Aplicativo da Bahia, Átila do Congo (Patriota), criticou os senadores e deputados federais baianos após a aprovação da ‘PEC dos Benefícios’, sem incluir a categoria de motoristas de app, nesta quarta-feira (13) na Câmara dos Deputados, em Brasília.

    O texto aprovado contempla auxílio-gasolina a taxistas de R$ 200 mensais e uma bolsa-caminhoneiro de R$ 1 mil por mês. Os motoristas por app, que atuam no mesmo segmento e são regulamentados no país, no entanto, ficaram de fora do pacote de benefícios.

    Átila lembra que os autônomos continuam afetados pela pandemia da Covid-19 e também pela inflação em cima do preço dos combustíveis. Segundo ele, o estado baiano perdeu, pelo menos, 3 mil profissionais em 2021. “Não vi nenhuma mobilização nesse sentido por partes dos parlamentares baianos que tinham o poder nas mãos de incluir emendas para ajudar a esses pais e mães de família que arriscam suas vidas transportando, inclusive, durante toda a pandemia, pacientes com Covid-19, fora a questão de insegurança jurídica por parte das empresas que exploram cada vez mais essa mão de obra”, reclama o vereador.

    A Bahia possui cerca de 22 mil motoristas ligados a aplicativos atuantes. Átila apela que essa categoria lembre dessa atitude nas urnas em outubro. “Esses motoristas por app fazem parte de uma camada trabalhadora essencial hoje e ignorar esse fato é lamentável. Essas corridas são o sustento de famílias, movimentam a economia já que o dinheiro segue girando, estão nas ruas em horários e dias que não há a operação do transporte público, entram em todas as vielas onde ninguém vai, enfim, realizam um trabalho digno e merecem apoio e respeito do poder público”, finaliza.

    Chamada também de ‘PEC Eleitoral’, a proposta estabelece o estado de emergência no país e permite que o governo federal fure o teto de gastos para aumentar o valor dos benefícios sociais há três meses das eleições presidenciais.

    O custo total da proposta será de R$ 41 bilhões aos cofres públicos e ela só vale até o final de 2022. O texto agora segue para promulgação; não necessita de sanção presidencial.