O que a gente pode fazer?, diz Rui sobre ‘gestor que tenta aproveitar obra de outro’

    Segundo o governador, tem gestor que coloca placa em obra realizada por outro para confundir o cidadão

    Imagem: Reprodução/YouTube

    Ao responder a um internauta sobre a duplicação da BA-528, conhecida como Estrada do Derba, na edição do Papo Correria desta terça-feira (21), o governador Rui Costa disse que existe essa possibilidade, pois a obra é a continuação da Avenida 29 de Março, porque esse “é um projeto que estava contratado com o governo federal, da época da [presidente] Dilma”.

    Rui explica que essa é uma grande obra, porque vai interligar a orla marítima até o bairro Paripe: “Você sai da orla, pega a [Avenida] Orlando Gomes, quem fez? O governo do estado. Aí você atravessa a Paralela, pega a 29 de Março. Quem fez? O governo do estado. E nós vamos chegar ali naquele complexo de viadutos, porque nós estamos em obras também. Quem está fazendo aquela obra enorme ali em Águas Claras? Todas as obras que estão acontecendo ali, quem está realizando? O governo do estado, porque são várias obras ao mesmo tempo”.

    Ele cita ainda outras obras de mobilidade que o estado tem realizado na região, como a construção da nova Rodoviária, nova estação do metrô, nova estação de embarque e desembarque e um complexo viário, inclusive com a duplicação daquele viaduto de Águas Claras e volta a se referir a ligação entre os bairros Águas Claras e Paripe, através da Estrada do Derba. Rui lembra que esta obra estava no planejamento de construção da 29 de Março “tínhamos um contrato com o governo federal, contrato do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento]. É o mesmo contrato da 29 de Março. O que é que eles fizeram? Adivinha? Cancelaram esse contrato para que a gente não pudesse fazer essa obra. Então, eu estou concluindo essa obra com recurso do governo do estado, a 29 de Março”.

    Ao responder uma outra internauta sobre gente querer ‘pongar’ na obra da ponte Salvador-Itaparica, Rui diz que isso, infelizmente, acontece. “Eu me lembro, são tantas obras em Salvador… Eu me lembro que quando ia fazer visita a essas obras, eu chegava na obra da avenida, máquina, trator, quando via lá, via uma placa diferente. Aí eu dizia ‘que placa é essa aqui? Não tô entendendo, que obra que está sendo feita aqui?’. Quando eu ia olhar, em letras miúdas, pequenininhas, tinha que saltar do carro para ler, ‘troca de lâmpada na Avenida Pinto de Aguiar’, ‘troca de lâmpada na Avenida Orlando Gomes’, ‘ah, está trocando a lâmpada’. Quem passava via aquela placona lá, achando que a obra era de um, quando na verdade era do outro. Mas é da vida. O que é que a gente pode fazer?”.