Mirante da Salvamar desaba e sindicato denuncia descaso com profissionais da área

    Dois profissionais foram atingidos, mas passam bem; ao bahia.ba, Salvamar explica que medidas estão sendo tomadas para reparar as denuncias feitas

    Foto: Sindseps

    Os mirantes elevados na orla marítima de Salvador desabaram do piso de uma das estruturas e causou a queda de dois salva-vidas na tarde desta terça-feira (22). Ao bahia.ba, a Salvamento Aquático (Salvamar) confirmou o ocorrido e informou que os profissionais foram atendidos, mas sem apresentar nenhum ferimento grave.

    “De imediato a equipe da Supervisão da área foi acionada e deslocou ao local do ocorrido pra prestar o devido apoio aos colegas, sendo informados pelos mesmos que nada de grave havia acontecido e que não haveria a necessidade de deslocamento ao pronto socorro médico, restando apenas o susto e a necessidade urgente dos devidos reparos para que episódios como esses não voltem a se repetir”, informou a pasta.

    Denúncias

    Apesar de não haver vítimas fatais, a situação fez com que Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindseps) denunciasse sobre o descaso do órgão com os profissionais. Segundo o diretor do Sindseps, Pedro Barretto, a entidade fez queixas à Coordenadoria da Salvamar, além de notificar ao Ministério Público do Trabalho (MPT/BA) sobre as péssimas condições dos equipamentos disponíveis para atuação nas praias da capital baiana.

    “Notificamos ao Ministério Público do Trabalho e por diversas vezes, fizemos intervenções junto à Salvamar, Semop e Semge para que tomassem as medidas necessárias para prover equipamentos para salvamento aquático com qualidade para atender aos banhistas. Diante do quadro lastimável, a prefeitura nada fez e se manteve em promessas nunca realizadas”, disse Barretto.

    O sindicalista diz ainda que falta efetivo completo na Salvamar para atuar e aponta que as condições sanitárias e estruturais dos mirantes causam risco à saúde dos profissionais. “Temos um efetivo abaixo do mínimo necessários para a cobertura de toda a orla marítima da cidade. Temos concursados aguardando chamado. O Subúrbio e a Cidade Baixa também precisam de salvamento aquático. Infelizmente nem temos condições de atender a esse trecho, pois as poucas possibilidades que temos são equipamentos precários e mirantes sujos, com lixo e material biológico de todas as espécies. Agora, além disso tudo, o risco de desabamento, ferimentos e até mesmo, morte”, desabafou.

    O que diz a Salvamar

    Em resposta, a Salvamar informou ao bahia.ba que o MPT-BA esteve com a coordenação da Salvamar em fevereiro e disse que as denuncias feitas vêm de gestões anteriores. “Levamos a representante do MPT aos postos indicados pela Associação baiana de Salvamento aquático (Abasa) como piores dentro do nosso trecho de atuação e apresentamos o posto novo que estava sendo construído. A pauta é apresentada como denuncia é bem antiga e vem de outras gestões, essa coordenação tem pouco tempo a frente do órgão, mas não se abstém de solucionar todos problemas indicados anteriormente”, argumentou a pasta.

    O atual Coordenador da Salvamar Alysson Carvalho assumiu a pasta há pouco mais de 5 meses e, segundo ele, “todas as pautas foram respondidas dentro do processo. A construção dos novos postos é uma resposta positiva a uma denúncia antiga, dentre várias outras que já foram sanadas por essa gestão”. Ainda de acordo com Alysson, serão construídos 30 postos desse modal em todo trecho de atuação da salvamar até o próximo verão.

    “Todos os postos da Salvamar estão sendo reconstruídos e até o próximo verão teremos toda a orla da cidade com um modal novo de estrutura para os salva-vidas realizarem as suas atividades, ofertando muito mais segurança a nossa população, bem como tendo um local muito mais confortável para as suas acomodações laborais. O primeiro equipamento deste porte está sendo entregue junto a reforma da orla de Stella Mares, ainda este mês na comemoração do aniversário da cidade”.