Rui Costa diz que entende a aflição, mas só fará Carnaval com segurança

    "Eu já disse e vou repetir: não vou aceitar ultimato"

    Foto: Camila Souza/GOVBA
    Foto: Camila Souza/GOVBA

     

    A pressão sobre Rui Costa para definir já na semana que vem sobre o Carnaval 2022 não vai colcar. Ontem em Taperoá, abordado sobre o assunto, o governador foi não só taxativo, mas também enfático.

    — Eu já disse e vou repetir: não vou aceitar ultimato. Não é a posição do governador. É preciso antes combinar com o vírus. Temos 60 dias que os números não baixam. São 2.400 casos ativos. E temos também uma parcela significativa da população que não tomou a 2ª dose ou não tomou dose nenhuma.

    Rui diz ter plena consciência de que o Carnaval é uma indústria, gera muito faturamento e empregos, mas ressalva:

    — Com todo respeito a esses profissionais, aos que labutam nisso, não há como falarmos em festas que podem significar uma explosão de casos.

    Bruno Reis

    Rui diz também que a estratégia adotada por ele é ir abrindo paulatinamente, liberando estádios, eventos para até 3 mil pessoas, e mesmo correndo algum risco, vai observando o número de contagiados e internamentos, e simultaneamente vai acompanhando as estatísticas para ver o que acontece.

    — Mas não tenho como marcar data. O meu balisador é um só: os indicadores da doença. Teve até um produtor que disse estar, junto com os artistas do grupo dele, fazendo campanha pela vacinação. Até agradeço. Dependemos disso.

    Bruno Reis (DEM), prefeito de Salvador diz que o único jeito é esperar. Não dá para fazer Carnaval sem o governo.