Idosos da Unidade de Acolhimento Institucional de Amaralina visitam Cidade da Música

    "Proporcionar momentos que permitam aliar cultura com momentos de descontração é demasiadamente gratificante", diz Kiki Bispo, titular da Secretaria de Promoção Social

    Foto: Vitor Santos/Sempre

    Cerca de 20 idosos da Unidade de Acolhimento Institucional (UAI) do bairro de Amaralina, parceira da Secretaria de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre), conheceram nesta quarta-feira (3) a Cidade da Música da Bahia, no Comércio, que foi entregue pela Prefeitura em setembro último. Para eles, que pela primeira vez foram a um museu, tudo foi novidade no espaço, que reúne 750 horas de conteúdo audiovisual, e conta a história da música produzida no estado.

    Seguindo os protocolos de enfrentamento à Covid-19, os idosos estiveram atentos a todos os detalhes, a exemplo dos espaços Magia da Orquestra, Nova Música da Bahia, Música que Nasce na Periferia e Quem Faz a Música da Bahia, bem como os novos talentos e os nomes já consagrados. Eles também tiveram momentos de interatividade virtual com alguns dos artistas preferidos, e aproveitaram um pouquinho a sensação de ser artista, soltando a voz na Karaokêteka.

    “Proporcionar momentos que permitam aliar cultura com momentos de descontração é demasiadamente gratificante. Nesse contexto, esperamos que muito mais passeios prazerosos como este possam ocorrer para os assistidos”, afirma o secretário da Sempre, Kiki Bispo.

    Encantamento

    “Eu especialmente adorei, achei fantástico, acho que isso aqui é primeiro mundo. Salvador está crescendo e a cultura dessa cidade mostra o talento que possui. Por isso que nós não poderíamos perder a oportunidade de estar aqui e nós precisávamos desse museu lindo e maravilhoso culturalmente”, disse Paulo Roberto Oliveira, um dos assistidos.

    Despertando um antigo desejo, Murilo Dórea diz considerar o lugar como a casa dele. “Meu sonho era ser músico. Estou me sentindo em casa e viria mais mil vezes aqui se possível.”

    No karaokê, Josefa Santos Conceição declarou: “Acho que se voltasse aqui diversas vezes viraria cantora, foi ótimo”. Já Cristovam Santos Nascimento afirmou que foi bom, apesar de não estar familiarizado com a tecnologia. “Não cantei direito, fiquei confuso, a poesia é o meu melhor”, disse ele, que se autointitula “o poeta da casa”, e até declamou um poema para os presentes.