Estado amplia campanha de vacinação contra aftosa após receber 1,2 milhão de doses da vacina

    Imunizante é direcionado a rebanho de bovinos e bubalinos de todas as faixas etárias

    Foto: Seapec/ Fotos Públicas

    Produtores baianos ganharam um prazo ainda maior para imunizar o rebanho de bovinos e bubalinos de todas as faixas etárias contra a febre aftosa. A Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) confirmou que a campanha prossegue para vacinação até 16 de julho e a declaração poderá ser entregue até 01 de agosto nos escritórios da Adab, revendas de produtos agropecuários, sindicatos rurais ou através do site.

    De acordo com o governo da Bahia, a segunda prorrogação aconteceu por causa do desabastecimento de vacinas registrado em 14 estados brasileiros, desde a primeira semana de maio, quando foi iniciada a Campanha da 1ª Etapa de Vacinação anual.

    A agência baiana enviou ofício ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) – órgão regulador para abastecer as revendas – solicitando urgência no repasse das doses restantes para imunizar cerca de 11 milhões de animais, após detectar o problema.

    Em seguida, a Adab prorrogou o prazo inicial da campanha em um mês, alterando a data final de 31 de maio para 30 de junho.

    Na semana passada, a Bahia recebeu cerca de 1,2 milhão de doses, quantitativo já disponibilizado nas revendas e suficiente para atender a demanda de animais ainda não vacinados.

    “O reabastecimento e a ampliação do prazo trazem mais tranquilidade para os produtores e também ao sistema veterinário oficial que monitora os índices vacinais para preservar o estado livre da Febre Aftosa, desde 1997”, comemorou o diretor de Defesa Sanitária Animal da ADAB, Carlos Augusto Spínola.

    A Bahia segue em curva crescente nos índices de imunização e almeja retirar a obrigatoriedade da vacina em 2023, status que deverá impulsionar o agronegócio.

    Até aqui são 80% de animais vacinados e já com a declaração atualizada no serviço veterinário da agência.

    “Isso prova que os produtores são parceiros antenados com a sanidade dos rebanhos, o que facilita o trabalho, melhorando as expectativas em relação aos resultados de cada ação da autarquia para avançarmos em estratégias de vigilância sanitária na Bahia”, ressaltou Carlos Spínola.