Governo amplia cerco contra o São João, agora o inimigo da vez

    Às vésperas do São João, ainda nem saímos da ressaca do Dia das mães, e os hospitais estão lotados e a procura nas alturas

    Foto: Gustavo Mansur/GOVRS
    Foto: Gustavo Mansur/GOVRS

     

    Diz Leo Prates, secretário de Saúde em Salvador, que a pandemia produziu a seguinte situação: a Covid ataca; os hospitais lotam, as autoridades fecham; a situação alivia, abre. E até agora, mais de um ano, tem sido assim.

    E agora, às vésperas do São João, ainda nem saímos da ressaca do Dia das mães, e os hospitais estão lotados e a procura nas alturas.

    — Entre as 6h da manhã de ontem (anteontem) e as 6h da manhã de hoje (ontem) tivemos só nas UPAS de Salvador, sem contar as unidades estaduais e particulares, 124 novas pessoas com Coronavírus. É uma situação melindrosa.

    Terceira onda

    E dá para falar que teremos uma terceira onda? Com a palavra Fábio Vilas Boas, secretário de Saúde do Estado.

    — Não podemos falar em terceira onda. A maré alta ainda não refluiu. Mas sem dúvida poderemos ter um agravamento da situação após os festejos juninos.

    Rui Costa proibiu transporte intermunicipal três dias antes do São João e três dias depois, justamente para tentar dificultar isso, já que no ano passado, mesmo sem festas na praça, o São João turbinou a Covid. A campanha eleitoral, no fim de ano foi mais aliviada, mas em janeiro e fevereiro, mesmo sem Carnaval, produziram a situação atual.

    Diz Leo Prates que a briga é entre salvar vidas e CNPJs.

    — Infelizmente não temos escolha. Só nos resta seguir a cartilha prescrita.