Pfizer alertou governo de que doses reservadas ao Brasil seriam enviadas a outros países

    Farmacêutica disse via e-mail que repassaria imunizantes caso não houvesse resposta do governo federal

    Foto: assessoria/Pfizer

    Nas mensagens enviadas pela farmacêutica Pfizer ao governo brasileiro, que foram entregues à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 no Senado Federal, e obtida pela TV Globo, mostram que a empresa fez alerta de que as doses reservadas ao Brasil seriam distribuídas a outros países caso não houvesse resposta às propostas. A informação é do Blog do Valdo Cruz, do portal G1.

    Segundo a publicação, o último alerta feito pela empresa, conforme as mensagens obtidas, ocorreu no dia 24 de novembro de 2020, quando a Pfizer enviou e-mail com os termos atualizados do acordo, com prazo de validade até 7 de dezembro. Caso não obtivesse resposta, as doses reservadas ao Brasil poderiam ser distribuídas a outros países.

    De acordo com Valdo, as mensagens mostram que a Pfizer enviou uma carta ao presidente Jair Bolsonaro em 12 de setembro de 2020, e o mesmo documento foi encaminhado a diversos secretários do Ministério da Saúde, como no caso do “número dois” no Ministério da Saúde na gestão do ex-ministro Eduardo Pazuello, o coronel do Exército, Elcio Franco, que informou que a pasta enfrentava problemas para analisar a proposta do laboratório sobre a venda de vacinas contra a Covid-19 por conta de um vírus na rede de computadores do ministério.

    Na carta, o laboratório cobrava uma posição às propostas enviadas ao longo do mês de agosto, mas que até então não havia recebido uma resposta.