Rui: CPI poderia concluir apuração contra Bolsonaro, em vez de Pazuello passar aperto

    Governador voltou a citar frase de ex-ministro da Saúde, de que "um manda, e outro obedece", o que demonstraria submissão ao presidente

    Rui Costa, governador da Bahia ((Foto: Matheus Morais/bahia.ba)

    O governador da Bahia, Rui Costa (PT), afirmou nesta sexta-feira (21) que a CPI da Covid 19 poderia poupar o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, de passar “aperto” durante seus depoimentos na comissão. Ao novamente relembrar uma declaração do general, de que “um manda, o outro obedece” — quando negou ter sido demitido do cargo, em outubro do ano passado —, o petista disse que o general apenas cumpriu ordens do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no contexto da pandemia.

    “Ele [Pazuello] poderia resumir o depoimento a isso [cumprimento de ordens], em vez de ficar passando aperto como ele passou, porque ele de fato fez isso”, declarou Rui ao ser questionado pelo bahia.ba sobre as falas contraditórias de Pazuello na CPI ao negar omissão do governo no combate à crise sanitária.

    “Não foi ele [Pazuello] que exerceu o papel de ministro. Ele estava lá apenas porque é alguém que obedece 200% da ordem do presidente. Então, ele não tomava iniciativa própria, não tomava decisões próprias, apenas executa o que presidente manda fazer. A CPI não precisava nem ouvir ninguém. Bastava fazer uma coletânea de vídeos do presidente e fazer um relatório conclusivo”, sugeriu Rui Costa.

    Para o chefe do Executivo baiano, para comprovar que Bolsonaro renegou e minimizou os efeitos do coronavírus,  bastava apenas reunir o que já foi dito por ele em diversas ocasiões. Ao longo da pandemia, o presidente não só atuou contra medidas sanitárias para conter o avanço da doença, como o uso de máscara e o isolamento social, como também defendeu o uso de medicamentos sem comprovação científica.

    As declarações do governador foram dadas durante entrega de obras no bairro de Marechal Rondon.