Será que a vacina cearense emplaca? Se já vier vacinada contra a politização…

    Uma das grandes vantagens é o preço. Sairia a R$ 0,40 a dose, ou 40 centavos, bem mais barata que os R$ 65 da Coronavac, a mais barata hoje

    Foto: Bruno Concha/Secom PMS
    Foto: Bruno Concha/Secom PMS

     

    E eis que vem uma boa notícia: pesquisadores da Universidade Estadual do Ceará pediram autorização à Anvisa para testar em humanos uma nova vacina contra a Covid. Claro que não teve a rapidez de Pfizer, AstraZeneca ou Moderna, mas o vírus veio para integrar o nosso cotidiano, e todo ano vai ter vacina.

    Uma das grandes vantagens é o preço. Sairia a R$ 0,40 a dose, ou 40 centavos, bem mais barata que os R$ 65 da Coronavac, a mais barata das ofertadas hoje. Nesse embalo, mais de 200 laboratórios no mundo pesquisam a vacina, ainda mais que a Organização Mundial de Saúde (OMS) está em vias de quebrar as patentes, o que pretende alavancar a produção.

    Claro que todas elas obedecem a critérios científicos, mas boa parte está contaminada pelo vírus da política. Por exemplo: em Cuba, estão testando vacina em gotas. Já viu, não é? Essa não presta. Ou melhor, só prestaria se fosse feita em Israel.

    Doses a menos

    Politização à parte, os sinais são de que a disputa envolve outros ingredientes. Ontem, Leo Prates, secretário de Saúde em Salvador, festejou uma vitória dos municípios brasileiros: Pfizer e Coronovac estavam mandando vacinas com doses a menos, alegaram que o uso da seringa descambava para isso, mas perderam. De cada frasco com 10 doses, por exemplo, vinham oito ou nove.

    — Com isso, só em Salvador, são 25 mil doses que serão enviadas como reposição.

    Que venha o Ceará. Se sobreviver à inevitável politização. Questões científicas à parte, no bolo há também disputa de mercado.