Na condução da mineração, bagunça geral, diz Tramm

    Só na Bahia tem mais de 20 processos com oito anos de espera

    Eduardo Leão, diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM), pediu demissão alegando motivos de ‘cunho pessoal e familiar’, mas admitiu: vinha recebendo uma série de ameaças e retaliações.

    Segundo Antonio Carlos Tramm, presidente da Companhia Bahiana de Pesquisas Minerais (CBPM), a entidade, ligada ao Ministério das Minas e Energia, na real virou um balaio de gatos.

    — A ANM foi instalada no fim do governo Temer. Nunca definiram as obrigações de cada um e deu nisso, todo mundo decide sobre tudo e ninguém decide nada. E também não há pessoal, não tem carro, não tem nada.

    Isso, segundo Tramm, resulta num atraso enorme para o Brasil. Na ANM existem mais de sete mil áreas para a mineração aguardando avaliação. E só na Bahia tem mais de 20 processos com oito anos de espera.

    Em suma, é mais um setor que não anda.